Educação Infantil em debate: A experiência de Portugal e a realidade brasileira

Uma pesquisa que abrangeu uma revisão extensa de documentos pertinentes
sobre o
assunto no
Brasil e
em Portugal
bem como
visitas ao
país português
em 2012.
Vem em
duas versões,
estudo extenso
e resumo
executivo.

Dias 12 e 13 de novembro aconteceu o
IV Simpósio
Internacional de
Desenvolvimento da
Primeira Infância
,
realizado pelo
Núcleo Ciência
pela Infância
,
tendo como tema
“Fortalecendo as
potencialidades dos
adultos para
que promovam
o desenvolvimento
das crianças”.
No evento,
foram lançadas
2 publicações
com participação
da Fundação Maria
Cecília Souto
Vidigal.

Criança em cortiços: identidade e vulnerabilidade

Cortiço é a denominação de um tipo de moradia popular muito comum na cidade de São Paulo.
Esse tipo
de moradia,
em que
um grande
número de
famílias alugam
pequenos quartos
de um
grande casarão,
ou edifício,
com graves
problemas de
infra-estrutura,
manutenção,
limpeza,
mantém as
mesmas características
desde o
final do
século XVIII
até os
dias atuais.
Com uma
tipologia diversificada,
encontramos na
cidade cortiços
de um
ou mais
pavimentos,
com cômodos
independentes ou
conjugados,
banheiros e
cozinhas individuais
ou coletivas,
com ou
sem quintal,
etc.

Seus
moradores,
(adultos e
crianças),
oriundos,
em geral
de outros
Estados e
municípios,
vivem,
ou sobrevivem,
em condições
sanitárias bastante
precárias,
em ambiente
algumas vezes
violento,
com problemas
de desemprego,
subemprego,
saúde,
educação,
falta de
infraestrutura sanitária,
alta densidade
de moradores,
etc. Esse
tipo de
moradia,
alvo de
diversos estudos
e intervenções
por meio
de políticas
públicas,
dispõe de
legislação que
a caracteriza
e estabelece
padrões e
normas para
melhoria da
qualidade de
vida de
seus moradores,
com destaque
para a
Lei Moura
de 1991
e o
Plano diretor
da Cidade
de São
Paulo 2010.

Na primeira
parte do
nosso trabalho,
pretendemos aprofundar
o conceito
de cortiço
presente nas
diferentes fontes
pesquisadas,
um breve
histórico e
a legislação
que o
normatiza. Na
segunda parte,
relataremos as
informações encontradas
sobre as
iniciativas das
autoridades dos
diferentes níveis
de governo
para superar
essa situação
precária de
habitação e
as parcerias
com instituições
de ensino
e organizações
sociais na
busca de
soluções,
para os
moradores de
cortiços.

Verificamos
que existem
políticas e
programas nos
diversos âmbitos
governamentais que
buscam solucionar
essa problemática
social tão
complexa. Esse
cenário multifacetado,
com aparência
caótica,
que nos
remete a
origem da
palavra,
vinculada com
as cavidades
de uma
colmeia,
onde abelhas
e vespas
operárias depositam
o resultado
de seu
trabalho frenético
de coleta
de pólen
para a
elaboração do
mel,
nos leva
a pensar
sobre a
situação das
crianças pequenas
que moram
nesses locais,
em especial
porque acreditamos
que é
preciso investir
no seu
desenvolvimento integral.

Existem crianças
nessas moradias?
O que
fazem? Estudam?
Tem acesso
aos postos
de saúde,
outros programas
públicos e
privados? Têm
seus direitos
respeitados? Muitas
dessas questões
ainda não
puderam ser
respondidas,
indicando que
os documentos
disponíveis não
possuem informações
a respeito
e também
que os
órgãos governamentais
não possuem
tais informações
sistematizadas e
disponíveis aos
pesquisadores.

A
terceira parte
do trabalho
pretende dar
visibilidade às
crianças moradoras
em cortiços
e pela
complexidade de
acesso,
in loco,
utilizaremo-nos das
imagens disponíveis
nos sites
pesquisados e
disponível,
para melhor
compreender o
fenômeno de
moradia em
cortiços. Para
fundamentação desse
trabalho tomamos
por base,
livros,
pesquisas,
teses,
monografias,
relatórios,
e notícias
sobre a
temática cortiço,
sempre buscando
encontrar informações
e dados
a respeito
das crianças
e seus
direitos: desenvolvimento
pleno em
uma habitação
segura,
com espaços
em condições
de higiene
adequados,
ambiente tranquilo
e harmônico,
sem riscos
para sua
integridade física
e psicológica.

Mapa do Brincar

O Mapa do Brincar foi uma iniciativa da “Folhinha”, suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo. O site reúne hoje 750 brincadeiras de todo o país.  A primeira versão do projeto foi lançada em maio de 2009, quando convidou crianças de todo o país a contar quais são suas brincadeiras. Um dos objetivos era descobrir se há semelhanças e diferenças entre o brincar no Brasil.

De maio a julho do mesmo ano, a “Folhinha” recebeu 10.204 inscrições de crianças das cinco regiões do país, com participação maior do Sul e do Sudeste.

Em alguns
Estados,
a equipe
da “Folhinha” também coletou brincadeiras diretamente com as crianças, mas sempre preservando os relatos infantis. Todo esse material enviado (ou coletado) foi lido e analisado por uma equipe de especialistas na área do brincar.

O site
ganhou nova
versão em
dezembro de
2011,
quando ampliou
o repertório
de brincadeiras
coletadas pela
equipe da
“Folhinha” nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Cada
brincadeira registrada
neste site
traz a
indicação de
sua origem,
o que
não quer
dizer que
ela seja
só daquele
lugar. A
origem indica
a cidade
em que
mora o
participante que
mandou a
brincadeira. Devido
à extensão
do país
e ao
rico repertório
de brincadeiras
das crianças,
no entanto,
há ainda
sempre o
que registrar.

Por isso,
se você
conhece brincadeiras
(ou variações)
da sua
região que
não estejam
no Mapa
do Brincar,
envie o
material para
mapadobrincar@uol.com.br. Você
também pode
enviar memórias
do brincar
em outras
décadas e
termos para
o glossário
das brincadeiras.

Publicação registra a experiência de redes de advocacy pelos direitos das crianças

“Primeira Infância em Primeiro Lugar: um levantamento de redes de advocacy pelos direitos da criança” é o relato de ricas experiências brasileiras, latino americanas e da África do Sul na luta pelos direitos da primeira infância por meio de estratégias de articulação em rede. A publicação, que já se encontra disponível para consulta no site da Avante – Educação e Mobilização Social e da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), além de já ter sido disponibilizada para o site do World Forum on Early Childhood Care and Education, é o produto final de um grupo de Global Leaders brasileiras, apresentado durante o Seminário Global Leaders que aconteceu em Salvador em 2015.

O trabalho é uma realização da Avante – Educação e Mobilização Social – integrante da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) e secretaria executiva da Rede Estadual Primeira Infância – Bahia (REPI – BA), organizado por três Global Leaders brasileiras e integrantes da RNPI: a consultora associada da Avante, Ana Oliva Marcilio; a coordenadora do projeto Criança Pequena em Foco (CECIP), Moana Van de Beuque; e a coordenadora da área de Conhecimento Aplicado da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Gabriela Pluciennik. O grupo deu prosseguimento ao trabalho organizado por dois ex Global Leaders (2010) – Maria Thereza Marcílio, sócia fundadora da Avante e Gustavo Amora, integrante da COMOVA. Maria Thereza e Gustavo lançaram a publicação: “Primeira Infância em Primeiro Lugar – Experiências e Estratégias de Advocacy”, e tiveram como foco ações de incidência política para a primeira infância.

Nessa nova publicação, as Global Leaders deram ênfase às articulações em rede, “sobretudo em contextos de iniquidade e violação de direitos, como uma estratégia fundamental para a incidência política e o controle social; o fortalecimento da primeira infância na perspectiva de sujeito de direitos e criança cidadã; uma perspectiva regional e um olhar sul-sul de experiências em rede como estratégia de advocacy, ampliando a possibilidade de articulações para além do nível local”, como descrito na apresentação.

A publicação traz, por exemplo, informações referentes à experiência brasileira da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), com destaque para as ações das articulações das Redes Estaduais Primeira Infância da Bahia (REPI-BA); Mato Grosso do Sul (REPI-MS) e Ceará (REPI-CE). Apresenta, ainda, duas experiências Latino-Americanas (Equidad para la Infância e Red del Grupo Consultivo para la Primera Infância em Latino America) e uma do Zimbabwe – África do Sul (Zimbabwe Early Childhood Development Network – ZINECDA).

O artigo de abertura, escrito pela Beatriz Pérez e Marina Castro, da Secretaria Executiva da RNPI/ CECIP, traz um panorama dos direitos das crianças no Brasil, fala sobre o histórico da RNPI e sua atuação e destaca os desafios ainda existentes para a garantia desses direitos. Beatriz e Marina enfatizam, ainda, que o trabalho em rede é uma aposta na ampliação e no fortalecimento dessa luta. “As organizações, muitas vezes, ficam limitadas às suas articulações institucionais, enquanto que, em rede, é possível pensar os direitos da criança de forma integral através da capilaridade e da diversificação de temas essenciais para o cuidado das crianças”.

A expectativa é que a publicação contribua para aproximar redes, permitindo que os diálogos sejam mais abrangentes e os impactos em prol da primeira infância sejam mais significativos!

Global Leader

“Primeira Infância em Primeiro Lugar: um levantamento de redes de advocacy pelos direitos da criança” foi um dos projetos apresentados no Seminário Global Leaders das Américas, em setembro de 2015. Durante o evento, o Brasil teve a maior representação no grupo das Américas. Além da publicação citada, o país apresentou o Viral em prol da Primeira Infância, que aborda os cuidados e a importância de prover boas condições para o desenvolvimento na primeira infância.

Ludicidade na Universidade: esta rima combina?: Uma experiência de formação lúdica transdisciplinar na formação inicial de professores

Dissertação apresentada como exigência do Curso de Mestrado da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia para obtenção do Grau de Mestre em Educação

Resumo
A presente pesquisa parte de uma atual realidad e profissional docente em que professores se vêem diante de uma nova demanda epistemo lógica frente ao campo lúdico na educação. Numa visão mais restritiva, a ludicidade era considerada como um aspecto dissociado do indivíduo e assim levada à educação de forma mecânica e instrumental. Uma visão mais ampla e atual concebe a ludicidade como uma dimensão interna ao ser humano e assim prevê uma educação que considere aspectos internos e externos de uma vivência e de uma aprendizagem lúdica. Assim, no espaço da formação inicial de professores, a pesquisa propôs investigar como 20 estudantes de diferentes licenciaturas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) compreendem e significam uma formação
lúdica a integrar essa nova concepção do lúdico, bem como analisar a repercussão dessa experiência formativa para os sujeitos da pesquisa e para a universidade. Com aportes teóricos fundados na ludicidade, na formação inicial de professores e na tr
ansdisciplinaridade, além de uma opção metodológica por uma “etnopesquisaformação”, configurei um curso de extensão em formação lúdica na Faculdade de Educação da UFBA, a fim de experimentar um caminho transdisciplinar em diálogo com essa mais ampla epistemologia lúdica e seu desenvolvimento no campo educacional. A pesquisa demonstra que uma formação lúdica nas perspectivas citadas é capaz de potencializar uma preparação de futuros profissionais docentes para lidar com uma concepção mais ampla de ludicidade na educação e na vida. Os licenciandos aí revelaram uma ampliação de saberes tanto em termos pedagógicos, como também em termos formativos e pessoais frente a esse campo. Também se constatou a inexistência de uma formação lúdica nos cursos de licenciatura pesquisados, o que demonstra uma séria lacuna na formação docente na atualidade.

http://media.wix.com/ugd/27072f_a010092ed864390a4b7598d864234d4f.pdf

Como vai a arte na Educação Infantil?

Este artigo resume algumas práticas pedagógicas desenvolvidas em artes visuais no contexto das instituições de Educação Infantil. As reflexões e análises são decorrentes da minha docência como professora de arte e supervisora de estágio no Curso de Pedagogia, habilitação Educação Infantil e de pesquisas realizadas em escolas com professoras e crianças em Escolas Municipais Infantis de Porto Alegre. Para além de traçar um breve panorama das pedagogias em arte no contexto da educação infantil, procuro entender e problematizar as concepções que norteiam tais práticas pedagógicas nas instituições que educam crianças pequenas.