O que as crianças aprendem ao escutar conversas e ao conversar?

As conversas fazem parte do cotidiano dos adultos e também das crianças, desde bem pequenas. Até que adquiram a linguagem oral, as comunicações da criança acontecem por meio de gestos. Porém, seus avanços intelectuais e o desenvolvimento do pensamento dependem do domínio desse instrumento de comunicação: a linguagem verbal.

Ainda dentro do útero, o bebê é capaz de ouvir a entonação da voz de sua mãe. Por isso, desde esse momento, conversar com o bebê se coloca como fundamental, permitindo que ele se acostume ao som da voz materna e responda a ela, depois do nascimento, estreitando os vínculos mãe e filho(a).

A partir do nascimento, as conversas com o bebê precisam ser mantidas. Não importa, aqui, os assuntos tratados; usualmente, as conversas podem girar em torno do que está acontecendo com o bebê naquele momento ou do que irá acontecer em seguida: “você vai tomar um banho gostoso e depois fazer um soninho”, “agora, você vai mamar. Que delícia!” etc.

Essa interação do bebê com falantes experientes, e com os quais possui um vínculo afetivo (pais, avós e cuidadores, por exemplo), favorece o surgimento dos primeiros sons, seguidos das primeiras palavras e, depois, das primeiras frases.

Nesse sentido, é importante conversar com o bebê e com a criança pequena utilizando todas as possibilidades da língua oral e em distintos contextos, como dando instruções, retomando passos, atividades e momentos do dia, perguntando etc. Isso vai ampliando não apenas o vocabulário da criança, mas também sua capacidade de compreender o sentido do que escuta, de construir enunciados e se comunicar cada vez mais de forma competente. Vale lembrar a necessidade de ouvir a criança, desde quando inicia seus “balbucios”, dando espaço para ela se expressar, afinal, ela está participando da conversa!

E é ainda conversando que as crianças podem ampliar os conhecimentos sobre o mundo que as cerca e compreendê-lo cada vez mais. Conforme crescem, não apenas em torno de temas cotidianos as conversas com elas precisam ser geradas (o que aconteceu ou irá acontecer no dia da criança, do adulto etc.), mas também sobre os mais distintos temas. É importante conversar sobre mudanças que ocorrem em seu corpo, sobre acontecimentos específicos que geram determinados sentimentos ou conflitos (por exemplo, explicar porque não pode bater ou morder um colega, um irmão, e ajudar a criança a descobrir o que fazer ao invés disso, quando é contrariada; antecipar fatos sobre o nascimento de um irmão) e igualmente sobre temas considerados mais complexos, como doenças, mortes, separações etc. Por meio da conversa, a criança poderá entender melhor distintas situações, via explicações dadas pelo adulto, e, por outro lado, poderá se expressar, explicitando o que pensa ou sente em relação a cada uma delas.

As crianças são observadoras atentas não apenas de acontecimentos, mas também das conversas entre os adultos ou do que escutam na TV. Por essa razão, nem sempre é ideal omitir delas acontecimentos ou assuntos que consideremos mais complexos. Se apenas os escutam e não têm a oportunidade de conversar sobre eles, as crianças tendem a criar suas próprias hipóteses e até fantasias por vezes tornando mais sofrido e complicado o enfrentamento desses temas. Nada como uma boa conversa, o que implica numa boa escuta, para ajudar as crianças a entender e a lidar com assuntos e situações mais complexos.

Apresentamos, aqui, alguns aspectos, entre outros tantos, para valorizar a importância de se conversar com as crianças e não perder de vista o tanto que isso as educa!
E você, quer citar outra grande importância de conversar com os bebês e com as crianças?

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