…E assim chegaram os brinquedos!

…E assim chegaram os brinquedos!
O CMEI Rosane Collor, em Maceió (AL), tomou uma séria decisão – investir os recursos da instituição na compra de brinquedos para as crianças e fortalecer o seu direito ao brincar. O desafio era viabilizar a iniciativa. A solução veio por meio do compartilhamento do desejo e exercício da troca de experiências com outra instituição da Rede Municipal, que sugeriu a utilização dos recursos do PDDE. Assim, o CMEI abriu mão da compra de equipamentos como: datashow, computador, TV e outros e comprou BRINQUEDOS.
A atitude potencializou a aprendizagem por meio do brincar e descobertas como a dificuldade de encontrar #bonecasnegras nas lojas. “Eu e as diretoras passamos uma tarde percorrendo lojas para escolher pessoalmente os brinquedos e o que nos chamou atenção foi a pouca quantidade de bonecas negras. O único brinquedo que não conseguimos comprar em maior quantidade”, conta a coordenadora pedagógica do CMEI, Ana Paula Feitosa, que elaborou o registro contanto o percurso utilizando depoimentos das próprias crianças.
A atitude proporcionou, ainda, o exercício da participação das crianças na organização do ambiente da instituição.

Conheça o registro: https://goo.gl/kiuyBM

A Rede Municipal de Maceió é parceira do Paralapracá no ciclo II (2013 a 2017), cuja tecnologia social, desenvolvida a partir da parceria técnica entre o Instituto C&A e a Avante Educação e Mobilização Social, passou a integrar o Guia de Tecnologias Educacionais do Ministério da Educação (MEC/2015), conferindo a um NOTÓRIO SABER à na formação continuada de profissionais de Educação Infantil. O Programa, então, ganha um novo formato – programa Paralapracá Brasil (conheça os detalhes e saiba como participar: http://paralapraca.org.br/participe/ /).

#EducaçãoInfantildeQualidade #porumaformaçãocidadã

ALFABETIZAÇÃO PRECOCE, VAMOS CONVERSAR?

Qual a idade ideal para início do processo de alfabetização? Este é um tema bem polêmico. Estamos sendo pressionados a começar o processo de alfabetização cada dia mais cedo. Será que este é um caminho saudável para a criança? A alfabetização precoce tem preocupado pais e educadores. As escolas cada dia mais se deparam com a apatia das crianças. Mas sendo a curiosidade e vontade de descobrir o mundo, uma das características mais fortes da infância, isso não seria um paradoxo? O que estas crianças estão querendo nos dizer com tal desinteresse pela educação formal?
Foi pensando nisso que compartilhei a minha experiência como mãe no site www.educandotudomuda.com.br e este artigo foi acessado por mais de 120.000 pessoas.  O texto foi também publicado pelo revista INTERESPE – PUC de São Paulo http://revistas.pucsp.br/index.php/interespe/article/view/30635/21178
Conheça um pouco minha trajetória com meus filhos e reflita a este respeito:

“Tenho dois filhos. O mais velho, entrou na universidade este ano e a caçula está às vésperas de começar o ensino médio. O que me confere o distanciamento necessário para uma avaliação consciente do resultado das opções que fizemos em relação à educação deles.

Quando o primogênito nasceu, caiu em minhas mãos um livro intitulado “Como ensinar os bebês a ler”. Como sou uma leitora contumaz, logo dei conta de conhecer o método de alfabetização de bebês proposto nessa publicação.
Continue lendo em http://www.educandotudomuda.com.br/porque-nao-alfabetizei-meus-filhos-antes-dos-7-anos-e-as-06-conse…_IMG_3561_

Encontro com as Infâncias: Transformações

O Encontro com as Infâncias: Expressões Infantis foi realizado dia 26 de
novembro de
2016,
com a
participação de
Camilla Guimarães
(Colégio Equipe/Escolas
Transformadoras),
Patricia Pecoraro
(Brinquedoteca GRAAC),
Reinaldo Nascimento
(Pedagogia de
Emergência) e
com a
mediação de
Ana Karlik,
psicanalista. Uma
realização MIB
em parceria
com UMAPAZ

Laboratório de Educação lança o aplicativo Apprendendo

Desde 2013, a plataforma de conteúdos e referências Toda Criança Pode Aprender, do Laboratório de Educação, oferece um conjunto de reflexões e exemplos de como as crianças demonstram cotidianamente o quanto já sabem e se perguntam sobre o mundo ao seu redor. Defende-se a ideia de que a aprendizagem é um processo contínuo, que permeia todos os momentos da vida das crianças e que pode ser potencializado pelos adultos com os quais convivem por meio da promoção de interações significativas com o universo que as rodeia. Mas como fazer isso no dia a dia? De que forma tornar situações corriqueiras momentos ricos de aprendizagem?

A equipe do Laboratório de Educação questionou-se sobre isso e, a partir dos conteúdos dos posts do Toda Criança Pode Aprender, desenvolveu um aplicativo gratuito chamado Apprendendo. Destinado aos adultos, a proposta é dar sugestões que ajudem a colocar em prática as ideias e as reflexões que são exploradas nos textos. Para isso, são descritas atividades simples, facilmente incorporáveis aos momentos rotineiros de convívio entre adultos e crianças.

É possível visualizar as atividades do aplicativo por ambientes “Dentro de Casa” e “Fora de Casa”. Ao selecionar ambientes, aparecem sugestões de locais que são frequentemente parte do cotidiano das crianças, tais quais “Quarto”, “Banheiro”, “Rua” etc. As propostas abarcam faixas etárias de 1 a 10 anos e muitas vezes podem ser realizadas com crianças de idades diferentes, a partir de algumas adaptações. Além das opções disponíveis no lançamento, o Apprendendo será alimentado sistematicamente pela equipe, com mais “ambientes” e novas atividades.

Como o processo de aprendizagem requer repetições constantes para de fato ser efetivo, a ideia do aplicativo não é oferecer uma grande quantidade de sugestões, mas sim propostas que possam ser repetidas até que sejam incorporadas no dia a dia de adultos e crianças que interagem com frequência. Dessa forma, todo instante é aproveitado como hora de aprender!

O Apprendendo também oferece a possibilidade de criar um álbum de aprendizagem das crianças. Sugere-se fotografar os momentos de realização das atividades para depois poder observar o processo como um todo, percebendo o quanto as crianças se desenvolvem e encontram soluções criativas e diferentes para solucionar desafios. O álbum também pode ser baixado e impresso e, quem quiser, também pode compartilhar as imagens com familiares e amigos.

Transporte Escolar Precário: na contramão da educação

O acesso à educação no Brasil
é
crescente: o
ensino fundamental
é acessado
por mais
de 98%
da população
de 6
a 14
anos (IBGE/Pnad,
2012). Tais
números,
no entanto,
mascaram uma
outra
realidade: muitas
crianças têm
o acesso
à educação
impedido pela
precariedade do
transporte escolar,
assegurado no
artigo 208
da Constituição
Federal. Também
segundo tal
artigo,
o transporte
é considerado
mecanismo fundamental
para assegurar
o pleno
acesso
educação.

E é exatamente o que
pesquisas sobre
o tema
constatam. Segundo
estudo da
Organização para
a Cooperação
e o
Desenvolvimento Econômico
(OCDE)[1], há
uma relação
entre nível
socioeconômico e
desempenho escolar,
tendo em
vista que
a maior
distância até
a escola
e a
dificuldade no
deslocamento impactam
a participação
do estudante
nas aulas
e da
família na
vida escolar.
Nesse sentido,
pesquisa do
Fundo das
Nações Unidas
para a
Infância (UNICEF),
com o
apoio da
União Nacional
dos Dirigentes
Municipais de
Educação (Undime)[2], aponta o
transporte escolar
como a
mais prioritária
iniciativa de
apoio
educação.
 

E o transporte escolar deve
ser prestado
de maneira
adequada e
com
qualidade: para
que seja
capaz de
efetivar o
direito
educação,
é preciso
que atenda
às previsões
legais que
regulam o
serviço público.
Isso significa
que deve
satisfazer as
condições de
regularidade,
continuidade,
eficiência,
segurança,
atualidade,
generalidade,
cortesia na
sua prestação
e modicidade
das tarifas,
conforme artigo
175 da
Constituição Federal
e artigo
6º,
§1º da
Lei nº
8.987 de
1995. Entretanto,
tais condições
não vêm
sendo observadas
na prestação
do serviço
de transporte
escolar,
especialmente no
interior e
nas zonas
rurais do
país.

Mais do que isso, são
desrespeitadas diversas
previsões relativas
às condições
dos veículos,
previstas no
artigo 139
do Código
de Trânsito
Brasileiro (CTB),
sendo identificada
ausência de
cintos de segurança, tacógrafo,
lanternas,
extintores de incêndio, janelas e provas com
trava de
segurança etc.
Há ilegalidades
também em
relação aos
condutores,
contrariando as
previsões do
artigo
138 do CTB,
tais como
falta de
habilitação,
desrespeito
idade mínima
para dirigir,
cometimento
infração grave
ou gravíssima,
entre outras.
 

Tais irregularidades têm gerado
acidentes
fatais: o
despreparo de
motoristas tende
a colocar
crianças em
situações de
risco; e
defeitos em
veículos,
como a
falta de
travas em
portas,
por exemplo,
fez com
que crianças
fossem lançadas
para fora
do automóvel
e morressem.
Essa situação
coloca em
risco não
só o
direito
educação,
mas também
a integridade,
a saúde
e a
vida de
crianças –
as quais,
ressalte-se,
gozam de
absoluta prioridade.

Segundo o artigo 227 da Constituição
Federal,
crianças são
a prioridade
absoluta da
nação: devem
ter seus
interesses colocados
em primeiro
lugar para
que seus
direitos sejam
atendidos com
plenitude. Somado
a isso,
o artigo
4º do
Estatuto da
Criança e
do Adolescente
(ECA),
detalha a
garantia de
prioridade absoluta
e prevê,
com clareza,
que a
criança deve
ter precedência de
atendimento nos
serviços públicos,
como é
o caso
do transporte
escolar,
contando,
para isso,
com preferência
nas políticas
públicas e
no orçamento.
 A precariedade
do transporte
escolar,
portanto,
desrespeita de
maneira gritante
tal garantia,
ao submeter
crianças a
esse tipo
de risco,
o que
deve ser
combatido por
todos; afinal,
a criança
é responsabilidade
da família,
do poder
público e
da sociedade.
 

Nesse cenário, o estado do Ceará
desponta como
um dos
locais com
a situação
mais
precária: a
despeito dos
gastos elevados
cerca 600 milhões de reais são gastos apenas com
aluguel de
veículos[3]
,
os problemas
persistem,
especialmente no
que diz
respeito ao
déficit no
fornecimento do
serviço,
más condições
dos veículos
e ilegalidades
referentes aos
condutores. Ano
após ano,
crianças morrem
a caminho
da escola
no
estado: desde
2013,
ao menos
cinco casos
de acidentes
fatais foram
noticiados.

Não é admissível aguardar que
mais mortes
ocorram –
como parece
ser a
postura oficial
de estados
e municípios
que não
tomam providências
capazes de
garantir um
acesso seguro
à escola.
A grave
situação do
transporte escolar
no país
torna imperioso
agir.
 

Pensando nisso, o projeto
Prioridade Absoluta
do Instituto
Alana e
o Ministério
Público do
Estado do
Ceará firmaram
parceria[4], com
o intuito
de que
seja este
o primeiro
passo para
combater o
descaso com
o transporte
escolar e
com a
vida dessas
crianças. Por
meio da
parceria,
serão disponibilizados
materiais para
facilitar o
controle e
a fiscalização
do serviço
– atentando
desde o
orçamento até
as condições
em que
os veículos
são postos
em circulação.
O objetivo
é facilitar
a atuação
de promotores
públicos,
fortalecendo com
isso a
promoção de
um transporte
escolar adequado
e a
defesa dos
direitos da
criança.

É responsabilidade de todos –
família,
poder público
e sociedade
– cobrar,
fiscalizar e
efetivar um
transporte escolar
com qualidade
e segurança,
que respeite
as previsões
legais e
que não
ofereça riscos
à educação,
à integridade,
à saúde
e,
especialmente,
à vida
de nossas
crianças. É
preciso manter
firme o
propósito constitucional
de que
os direitos
da criança
sejam,
verdadeiramente,
prioridade absoluta.


[1] Low-performing
students: why
they fall
behind and
how to
help them
to succeed,
PISA,
OECD Publishing,
Paris,
2016.
Disponível
em: <
http://www.keepeek.com/Digital-Asset-Management/oecd/education/low-performing-students_9789264250246-en#page16>. Acesso em 16 fev. 2016.

[2] O enfrentamento da exclusão escolar no
Brasil,
2014. Disponível
em: <
http://www.unicef.org/brazil/pt/br_enfrentamento_exclusao_escolar.pdf>. Acesso em 16 fev. 2016.

[3] Disponível em: <http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/especiais/descaminhosdaescola/dinheiro-pelo-ralo-1.1323642>.
Acesso em
11 jul.
2016.

[4] Disponível em: <http://prioridadeabsoluta.org.br/acoes-institucionais/transporte-escolar-de-qualidade-atuacao-frente-a-nao-prestacao-e-precarizacao-do-servico/>.  Acesso
em 05
dez. 2016.