Encuentro Internacional de Juego, Educación y Ludotecas

O “Encuentro Internacional de Juego, Educación y Ludotecas” começou ontem em Bogotá (Colômbia), organizado pela Corporación Juego y Niñez.

Entre os
convidados do
encontro estão
Adriana Friedmann
(coordenadora do
MIB),
Humberto Maturana
(Chile),
Ximena Davila
(Chile),
Javier Abad
(Espanha),
Michel Van
Langendonckt (Bélgica),
Sandra Duran
Chiappe (Colombia),
Rita Flórez
(Colombia) e
Carmen Escallon
(Colombia).

Adriana irá
expor seu
trabalho sobre
‘O universo do brincar: espaços de convivência,
linguagens e
culturas infantis’. Apresentará também o MIB,
além de
participar de
rodas de
conversas e
oficinas com
educadores locais.

Para
mais informações,
acesse o
programa do
encontro.

Conhecendo o bordado Filé das Alagoas

Patrimônio imaterial de Alagoas, desde 2011, o Bordado do Filé foi tema do projeto Resgatando tradições culturais, que possibilitou às crianças da Creche Escola Maria Liege Tavares de Albuquerque, da Rede Municipal de Educação de Maceió (AL), conhecimentos sobre o artesanato trazido ao Brasil, pelos portugueses, no período colonial. A apresentação foi feita por Dona Aparecida, artesã local e moradora do bairro Pontal da Barra, um dos lugares onde tradicionalmente se produz o bordado.
No registro, Sinéia Wanderley, professora da Creche, conta sobre a origem do Bordado do Filé e disponibiliza fotos da prática com as crianças.

Leia na íntegra: goo.gl/Nm2ZvA

A Rede Municipal de Maceió é parceira do Paralapracá no ciclo II do Programa, cuja tecnologia social foi desenvolvida a partir da parceria técnica entre a Avante – Educação e Mobilização Social e o Instituto C&A.

Série Inspirações – O ABCD Encantado da Infância

O evento “Série Inspirações”, reflexão sobre o ABCD Encantado da Infância – o aprender, brincar, comer e dormir – acontecerá no SESC Santo Amaro, em São Paulo (SP) no dia 25 de outubro. Nessa data, das 13h30 até às 18h, o evento será aberto a toda comunidade interessada no tema. As vagas são limitadas, por isso é importante garantir sua participação enviando nome, RG, organização e telefone para comunicacao@aliancapelainfancia.org.br e alianca@aliancapelainfancia.org.br.

Nessa tarde, um debate acontece com a equipe da Aliança e especialistas representando os quatro pilares do ABCD Encantado. Haverá espaço para perguntas e troca de experiências por meio de rodadas organizadas por um mediador.O encontro contará com a participação dos seguintes debatedores: Paula Saretta, Giovana Barbosa de Souza, Vanessa Acras e Derblai Sebben.

A psicóloga Paula Saretta irá falar sobre o Aprender. Doutora em Educação pela Unicamp, mestre em Psicologia Escolar pela PUC-Campinas e aperfeiçoada em Queixa Escolar pela USP, Paula atua como formadora de professores e consultora em Educação e Psicologia. É fundadora do site/blog Ouvindo Crianças e coordenadora pedagógica do espaço de brincar Mamusca.

Giovana Barbosa de Souza, conselheira da Aliança pela Infância, irá tratar do Brincar. Relações Públicas graduada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Giovana atua na Aliança pela Infância desde 2003 e também é membro do Conselho Internacional da Alliance for Childhood. Fez parte do Grupo Gestor da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), de 2009 a 2013, e é uma das seis brasileiras indicadas como Global Leaders pelo Fórum Mundial sobre Cuidados e Educação Precoce.

O Comer será representado pela nutricionista Vanessa Acras, especialista em nutrição clínica pediátrica pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Vanessa trabalha há cinco anos no Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN), em São Paulo, realizando trabalho de campo em comunidades em situação de vulnerabilidade social e atuando na formação de equipes de saúde da família e centros de educação infantil.

O médico antroposófico Derblai Sebben irá trazer reflexões sobre o Dormir. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, estudou Ritmos Biológicos na Universidade de São Paulo e Medicina do Sono na Universidade Federal de São Paulo. Pesquisa a qualidade do sono em crianças e adolescentes.

O encontro está imperdível! Não deixe de se inscrever!

Série Inspirações – O ABCD Encantado da Infância

Data: 25 de outubro (terça-feira)

Horário: das 13h30 às 18h

Local: Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo)
Inscrições gratuitas pelo e-mail comunicacao@aliancapelainfancia.org.br ou alianca@aliancapelainfancia.org.br (enviar nome, RG, organização que representa e telefone para contato). Vagas limitadas.

CLIQUE AQUI para saber mais.

Escuta de crianças

A partir da fala de professoras e coordenadoras pedagógicas, além da equipe do #Paralapracá, o vídeo mostra como a #escutadecrianças na #EducaçãoInfantil transformou a prática pedagógica nas instituições que integram as redes municipais de educação parceiras do programa, cujo objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças na Educação Infantil, com vistas ao seu desenvolvimento integral.

Criada pelo programa Educação Infantil do Instituto C&A, em parceria técnica com a #AvanteEducaçãoeMobilizaçãoSocial, a tecnologia social do #Paralapracá parte do princípio de que “toda criança tem direito a uma escola equitativa, plural e acolhedora – um espaço no qual ela possa contar com a educação e o cuidado apropriados à sua faixa etária e em que seja respeitada a sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”.

Atuando em municípios da região Nordeste há seis anos, a tecnologia social do Paralapracá foi transferida pelo Instituto C&A para a Avante, conferindo à instituição um NOTÓRIO SABER na formação continuada de profissionais de Educação Infantil.

Publicação: Quem está na escuta?

Publicação organizada pela equipe editorial do Mapa da Infância Brasileira (MIB) reúne em artigos de pesquisadores de áreas diversas olhares singulares para a escuta das crianças.

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A publicação Quem está na escuta? – Diálogos, reflexões e trocas de especialistas que dão vez e voz às crianças sinaliza caminhos, constrói pontes e abre atalhos para uma temática bastante cara nos dias de hoje: a importância em ouvir, observar e dialogar com o universo da criança. 

Quem está na escuta? será lançado inicialmente em formato virtual, no dia 1º de novembro, na plataforma colaborativa do Mapa da Infância Brasileira (MIB). Reúne artigos de pesquisadores que atuam em diferentes áreas. Quem abre a discussão, numa entrevista exclusiva, é Manuel Jacinto Sarmento, professor em Sociologia da Infância da Universidade do Minho, de Portugal. Ele trata da participação infantil na cidade e da representação da infância nos dias de hoje no texto intitulado Retrato em positivo. Para Sarmento, é urgente estabelecer uma relação recíproca, de fala e de escuta, entre adultos e crianças. 

Assim como Ariadne, a educadora e antropóloga Adriana Friedmann, idealizadora do Mapa da Infância Brasileira, aponta caminhos em A arte de adentrar labirintos infantis. Escutar as crianças, diz a pesquisadora, é como fazer uma viagem ao território da infância. No percurso pelos universos infantis, o viajante descobre diversidade de linguagens, costumes, sabores, cheiros, músicas, danças, brincadeiras, histórias e paisagens. Assim, ao escutar e descobrir o que as crianças têm a dizer, novos mundos e repertórios descortinam-se à frente do adulto. 

Para ouvir as crianças, no entanto, é preciso estar atento à Poética da infância. Nesse artigo, os professores e pesquisadores Severino Antônio e Katia Tavares tratam de uma educação em que as crianças possam pensar, sentir e se expressar poeticamente. Os autores defendem que as crianças, principalmente as pequenas, exercitam espontaneamente um pensamento mitopoético, em que tudo fala, assim como se transforma em tudo.

Em Tessitura de vínculos em campo, os documentaristas David Reeks e Renata Meirelles, coordenadores do projeto Território do Brincar, abordam as relações entre pesquisador e criança em momentos de encontros marcados pelo espontâneo, num banho de rio ou compartilhando brincadeiras. Contam que há uma busca genuína em revelar-se como pessoa, antes mesmo de se mostrar em papéis como pesquisador, educador ou fotógrafo na missão de dar voz às crianças. A “fala” da criança, aliás, extrapola a oralidade. E, assim, os gestos infantis expressam verdades do humano. 

Dos gestos aos olhares. Radiografando uma espécie de etnografia literária e poética, a jornalista e documentarista Gabriela Romeu, uma das idealizadoras do Infâncias, traça perspectivas da observação em Narrativas do olhar (notas de um diário). Com que olho eu olho? Numa multiplicidade do visível, a pesquisadora empresta olhos de diferentes personagens da literatura para experimentar escutar longe e espiar além, provocando deslocamentos e desestabilizando certezas nos processos. 

Os sentidos de ouvir foram também ampliados. A arte-educadora Lindalva Souza, coordenadora do Vozes da Infância Brasileira (VIB), traça rotas diversas para uma escuta lúdica, que incluem criação de mapas, construção de objetos, oficina de desenhos e brincadeiras de faz de conta. Para compartilhar as muitas formas de “ouvir” meninos e meninas de diversas iniciativas de São Paulo, o convite é percorrer o texto Cartografia de uma escuta sensível. 

Mas há ainda mais rotas e caminhos para trilhar: outras experiências de escuta infantil ao longo das páginas são ricas fontes de inspiração. E, para quem ainda tiver fôlego, vale seguir a jornada com referências de livros, sites e filmes que fomentam a discussão.
A publicação é organizada pelo Mapa da Infância Brasileira, cuja missão é articular, mobilizar e criar sinergias entre os diversos atores e iniciativas voltados para as crianças no Brasil.

Encontro do MIB na II Semana do Brincar na Periferia

De 19 a 23 de outubro será realizada a 2ª Semana do Brincar na Periferia, na zona sul da cidade de São Paulo, com diversas atividades gratuitas para fomentar o brincar e um Festival de Brincadeiras de Rua em seu encerramento.

A ação está sendo organizada pelos coletivos “Aqui que a gente brinca!” e “Brincantes Urbanos”, e conta com o apoio do MIB, do Instituto Alana, do Espaço Alana, da IPA Brasil, do Ateliê Arte, Educação e Movimento, da Casa de Cultura Campo Limpo, da Casa de Cultura Grajaú, do CEU Guarapiranga, do CEU Casablanca, do Projeto Criança Fala, do Criança e Natureza, da Pedagogia da Emergência e da Subprefeitura do M´Boi Mirim.

Entre as diversas atividades, a Comunidade de Aprendizagem Mapa da Infância Brasileira convida representantes de institutos, redes, órgãos públicos, ONGs, coletivos e sociedade civil, cujas ações impactam a qualidade de vida das crianças, para uma manhã de troca de experiências e diálogos em torno da causa da infância, a ser realizado dia 22 de outubro, das 9h às 13h, na Casa de Cultura do Campo Limpo.

A partir do tema central que norteará a semana, “Qual o espaço público da infância na periferia?”, o encontro do MIB será dividido em dois momentos:
– quem somos: feira de iniciativas, momento em que cada iniciativa poderá expor seu trabalho em formato lúdico;
– o que queremos construir juntos: roda de diálogo mediada por Anabela Gonçalves, coordenadora da Casa de Cultura do Campo Limpo.

Para participar, escreva para comunicacao@mapadainfanciabrasileira.com.br confirmando presença e o nome da iniciativa que representa. A partir da sua confirmação, serão dadas algumas orientações para fortalecer sua participação.

‘Encontros do MIB na Periferia’ é um grupo de ação fruto do Ponte para as Infâncias – 3º Encontro da Comunidade do MIB, realizado dia 18 de junho, que reuniu 46 representantes de iniciativas da infância na UMAPAZ. Para ampliar a diversidade de atores que representa a infância na cidade de São Paulo, a comunidade presente no encontro observou a relevância destas conversas horizontais – onde todos têm vez e voz, como o MIB idealiza – acontecerem também nas periferias da cidade. Este movimento do grupo de ação veio de encontro com a idealização da II Semana do Brincar na Periferia, que já estava sendo planejada com muito empenho pelos coletivos “Aqui a Gente Brinca” e “Brincantes Urbanos”.

A programação completa e inscrições para oficinas da II Semana do Brincar na Periferia podem ser acessadas aqui.

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O lugar da infância: a natureza e a poética da simplicidade nas instituições

“Sou um apanhador de desperdícios: amo os restos como as boas moscas”. Em O apanhador de desperdícios, o escritor Manoel de Barros trata com respeito as coisas e os seres “desimportantes”, demonstrando como a poética da simplicidade está inscrita naquilo que há e no que pode ser. Os restos a que se refere o poeta mato-grossense também foram aproveitados na Escola Municipal 19 de Setembro, em Olinda (PE), transformando a retirada das folhas do coqueiro que há no quintal da instituição em uma rica experiência de aprendizagem.
A Rede Municipal de Educação de Olinda é parceria do programa #Paralapracá no ciclo II, ao lado de Camaçari (BA), Maceió (AL), Maracanaú (CE) e Natal (RN).

Leia na íntegra: goo.gl/EBpZHQ

Crianças exploram teatro em concerto da Orquestra Maré do Amanhã

A imaginação é o som mais bonito produzido pela sinfonia das crianças. As formas despretensiosas nas brincadeiras muitas vezes escondem a grandeza do mundo interior, guardada na memória infantil, como nos gestos das crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Tereza de Lisieux, ao brincarem de regentes de uma orquestra sinfônica, um dia após terem assistido à apresentação da Orquestra Maré do Amanhã, no Teatro Deodoro, em Maceió (AL).

O concerto didático apresentou a história da música (períodos e diversos estilos) – contada pelo maestro e fundador da orquestra, Carlos Prazeres –, seguido de um repertório diverso (de Bach, Mozart, Villa-Lobos, Tom Jobim e Luiz Gonzaga a Michael Jackson e Anitta), que não foi o único elemento a chamar a atenção das crianças. “Vale ressaltar o encantamento de alguns quando adentraram nas dependências do teatro. Chegamos a ouvir de uma criança a frase ‘Oh, como é lindo!’ No dia seguinte estavam brincando de faz de conta no nosso CMEI, regendo uma orquestra com os colegas. Para nós, tudo isso foi muito gratificante”, conta Jaqueline Pereira, gestora do CMEI Tereza de Lisieux.

Apesar de já ser uma prática das professoras, explorar a música com as crianças no CMEI, a oportunidade de assistir a uma apresentação no teatro demonstra como as instituições de Educação Infantil podem utilizar outros ambientes para uma maior aprendizagem, como explica Jaqueline. “É importante salientar que não estávamos desenvolvendo um projeto de musicalização. A música entra na rotina diária, com gêneros diversos explorados. Quando as crianças saem do espaço escolar e se dirigem a um outro espaço de aprendizagem, como o teatro, um espaço pouco visitado pela comunidade, elas estão explorando o ambiente e o mundo, verbalizando falas de admiração quanto ao espaço.”

Exploração de mundo

A ida ao teatro é um exemplo de atividade de exploração de mundo, um dos seis eixos integrantes do programa Paralapracá, que desde 2013 vem contribuindo para a qualidade do atendimento de instituições de Educação Infantil de Maceió, com vistas ao desenvolvimento integral das crianças. A repercussão do Paralapracá tem sido tão positiva, que motivou a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) a elaborar e lançar o documento com as orientações curriculares para a Educação Infantil de Maceió, em 2015.

O Paralapracá é uma frente do Programa Educação Infantil, do Instituto C&A, realizado em parceria técnica com a Avante – Educação e Mobilização Social, em dois âmbitos de atuação: a formação continuada de profissionais de Educação Infantil e o acesso a materiais de uso pedagógico de qualidade, tanto para crianças quanto para professores. No primeiro ciclo (2010-2012), integraram-se ao programa os municípios de Jaboatão dos Guararapes (PE), Caucaia (CE), Feira de Santana (BA), Teresina (PI) e Campina Grande (PB). Neste segundo ciclo, que corresponde ao período de 2013 a 2017, o Paralapracá atua nos municípios de Camaçari (BA), Maceió (AL), Maracanaú (CE), Natal (RN) e Olinda (PE).

Até 2017, o foco do programa é o fortalecimento da gestão das políticas públicas municipais de Educação Infantil, juntamente com a promoção da sustentabilidade do processo formativo nas redes municipais parceiras.

Maré do Amanhã

O convite para assistir ao concerto partiu do próprio maestro, que, inicialmente, queria levar a música erudita para a Creche. Como a orquestra estava com turnê programada para o Nordeste, e já estava com o espaço do teatro reservado, as crianças foram convidadas a assisti-la no teatro. “Confesso que ficamos surpresas e informamos que nosso público era de crianças muito pequenas, com a faixa etária de dois e três anos. No entanto, ele [Carlos Prazeres] mencionou que era exatamente deste público que estava precisando e já vinha desenvolvendo um projeto com crianças na Maré, no Rio de Janeiro”, explica a gestora, que contou com o reforço da equipe pedagógica para levar as 52 crianças ao teatro, no dia 16 de agosto.

Criada em 2010, a Orquestra Maré do Amanhã ensina música clássica a crianças e adolescentes de comunidades em risco social, no Rio de Janeiro. Começou preparando 40 crianças no ensino de teoria musical, violino, violoncelo e flauta. Com a chegada de novos parceiros, em 2012, o número de crianças atendidas aumentou para 320, abraçando as 16 comunidades do Complexo da Maré. A turnê pelo Nordeste passou também pelas cidades de Natal (RN), Recife (PE) e Aracaju (SE).

O Papel do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente

Aconteceu hoje, 21 de outubro, o “Seminário Primeira Infância no Estado de São Paulo: O Papel do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente”.

Promovido pela Escola Paulista da Magistratura, em parceria com a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o projeto Prioridade Absoluta do Instituto Alana e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, o Seminário proporcionou a profissionais das áreas do Direito, Assistência Social, Educação, representantes dos poderes públicos municipais e do Estado de São Paulo, promotores e magistrados, ampliar e aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre boas práticas para a garantia dos direitos das crianças, em especial na primeira infância.

Mesas com a presença de magistrados, advogados, psiquiatras e a projeção do Filme “O Começo da Vida” provocaram a necessária reflexão sobre o tema: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade?

O MIB participou e prestigia iniciativas como essa, porque reforçam o objetivo de promover diálogos, trocas, ações colaborativas sobre a importância da atuação em rede e a garantia de direito das crianças.

Leitura – uma reflexão numérica

Médicos indicam a leitura para bebês. Que relação podemos estabelecer diante dos dados:  À medida que crescem, alunos deixam de usar bibliotecas – Índices de aprendizagem de leitura muito abaixo do adequado – Quantidade de livrarias no Brasil…

Se quisermos construir um país de leitores, como sabemos que é necessário, alguns dados precisam ser relacionados e analisados de forma orgânica, considerando toda a complexidade que envolve o tema.

Partindo de dados recentes destacamos algumas informações:

Médicos recomendam leitura para as crianças com menos de 3 anos. Isso porque…

…nos primeiros 36 meses de vida…

… é o período crucial para o desenvolvimento do cérebro e de habilidades como falar, aprender e pensar.
No Brasil…

…56,6% dos alunos com idade de 8 anos…

…chegam ao 3o ano do Ensino Fundamental sem aprendizagem adequada de leitura…

…70% desses mesmos alunos…

… não sabem escrever.

O uso da biblioteca escolar cai com o crescimento da escolaridade dos alunos no Brasil.

Segundo levantamento recente, o número de alunos que nunca ou quase nunca utilizam a biblioteca escolar salta de…

… 18,5% para 31.5% do 5° para o 9° ano do Ensino Fundamental… 

O Brasil tem hoje…

… 3.095 livrarias, o que equivale a 1 livraria para cada 64.954 brasileiros…

… a UNESCO recomenda…

… 1 livraria a cada 10.000 habitantes

Vale a pena pensarmos sobre esses dados.

Recomenda-se leitura como diferencial no desenvolvimento, mas o acesso aos livros parecem não estar na mesma direção. Os resultados nos níveis de aprendizagem podem ser acompanhados – de maneira alarmante – pelos índices nacionais. 

http://www.todacriancapodeaprender.org.br/