Apreciando e brincando com esculturas!

Através de materiais como madeira, pedra, argila ou mesmo com areia, é possível esculpir, uma arte que pode render muitas situações de apreciação e de brincadeira com as crianças também. Além de apresentar a elas grandes escultores, como Rodin e Michelangelo por exemplo, em sites, livros ou visitas a museus ou ainda apreciar obras espalhadas por sua cidade. É possível também incentivá-las a produzir esculturas.

Uma série de vídeos, feitas pelo professor e escultor francês Philippe Faraut pode favorecer tanto a apreciação quanto instigar a brincadeira. Nos vídeos, Philippe esculpe, em argila, rostos, pés, mãos, não apenas compondo lindas obras, mas também mostrando a forma como trabalha.

Assisti-los com as crianças e conversar sobre a atuação do artista, sobre seus movimentos, sobra a forma como molda o material e apreciar o resultado final pode favorecer novas e diferentes experimentações envolvendo argila, areia ou até mesmo massinha. E não se esqueça de fotografar os resultados e, se possível, também o processo de produção, assim como fez o artista. Um bom jeito de retomar esse momento e de guardá-lo na memória!

Encontro com as Infâncias: Diversidade

Os muitos grupos, culturas e jeitos de ser criança e viver a infância: toda e qualquer criança tem uma forma muito particular de se manifestar, de se expressar e de ser reconhecida na sua singularidade.

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Para realizar sua inscrição, clique aqui.

Conheça as convidadas da roda:

Carolina Tiussi
Psicóloga e psicanalista, trabalha com a interface Psicanálise e Educação. Doutoranda pelo IP-USP, membro do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas e Educacionais – LEPSI e coordenadora do curso Práticas Inclusivas e Gestão das Diferenças, no Instituto Singularidades.

Isabel Penteado
Psicóloga, formada pela PUC-SP em 2005. Atuou como voluntária em trabalhos com crianças e jovens em diversas ONGs de 1997 a 2005. Entre 2007 e 2014 atuou como técnica e depois coordenadora do programa Fazendo Minha História. Hoje é coordenadora geral do Instituto Fazendo História.

Sandra Eckschmidt
Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenadora da Escola de Educação Infantil de Pedagogia Waldorf Casa Amarela e da Formação em Pedagogia Waldorf de Florianópolis. Consultora do Projeto Território do Brincar. Autora do livro: “Ndiphilile, eu estou viva!”

Telma Falcão Melo
Professora da rede pública de ensino há 15 anos. Atuou como Educadora Comunitária, Professora Orientadora de Sala de Leitura e Professora de Educação Infantil na Prefeitura de São Paulo. Formada em História pela USP, pós-graduada em Educação em Direitos Humanos pela UNIFESP, atualmente assessora a Comissão Permanente de Políticas Públicas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA/SP, vinculado à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

Mediação: Vanessa Fort
Produtora e roteirista dedicada à produção para crianças e adolescentes, tendo já feito trabalhos para canais brasileiros e latino-americanos. É coordenadora de roteiros do núcleo criativo da Singular e coordenadora editorial do comKids. É formada em audiovisual e formação complementar em antropologia cultural e filosofia. Já foi júri de festivais do Japão, Alemanha, Colômbia e Brasil.

Após roda de conversa, dinâmica com Ana Leite e Lindalva Souza
Educadoras brincantes fascinadas pelas experiências que brotam do encontro entre crianças. Propagadoras da cultura lúdica, em especial, das brincadeiras cantadas. Adoram cantar e reunir-se para cantar junto, entoando canções da cultura popular, carregadas de contextos e culturas diversas.

Saiba mais sobre o Encontro com as Infâncias:
O Mapa da Infância Brasileira (MIB), em parceria com a UMAPAZ, promove a série ‘Encontros com as infâncias’.
Os encontros têm por objetivo promover rodas de conversas com especialistas versados nos diversos temas pulsantes na área da infância – as chamadas ‘rotas’ na comunidade do MIB – e diálogos com o público participante.
As rotas de aprendizagem e mobilização são temas emergentes e urgentes identificados pela comunidade do MIB: vozes, cidade, expressões, diversidade e transformação, temas dos cinco encontros de 2016.

Encontros com as Infâncias realizados:

Os registros do 1º encontro (Escuta de crianças e suas vozes), do 2º encontro (As crianças e a cidade) e do 3º encontro (Expressões Infantis) estão disponíveis no canal do MIB no Youtube.

Próximo encontro:
5º encontro – 26/11, sábado: Transformação

III Jornada Pedagógica Reggio Emilia

Propor uma Jornada tendo como inspiração as propostas pedagógicas de Reggio Emilia não se configura num desejo de implantar aqui uma realidade alheia à nossa, antes promover encontros reflexivos que possam ampliar nossos repertórios, potencializar nosso olhar para pensarmos nossas realidades e possibilidades.

Diálogos com:
Luciana Ostetto – Do cinzento ao multicolorido
Josiane Pareja – Documentação
Karine Ramos – A escuta sensível
Ivani Magalhâes e Gislaine Caitano – (Vivências) Cantos, contos e linguagens para a Infância
André Papineanu – Projetação
Alice Proença – Mapas conceituais

24 de setembro das 9h às 17h.

Inscrição em: https://prismace.wordpress.com/reggio-emilia/

comKids Não Ficção

Evento discute a “não ficção” na produção audiovisual

* INSCRIÇÕES ABERTAS

A diversidade de histórias e realidades infantis e o desafio de se criar produções
audiovisuais para crianças e jovens que tratem dessas realidades, dos fatos da
vida e do mundo baseados nos olhares das crianças e adolescentes são temas do comKids não ficção.

O
evento acontece no dia 23 de setembro no Goethe-Institut São Paulo e ocupa um
dia inteiro de programação com debates, mostra e uma master class de três horas
de duração com Kez Margrie, produtora-executiva do CBBC, o canal infantil da
rede britânica BBC.

Produtores,
criadores e outros interessados no tema podem ser inscrever gratuitamente
preenchendo o formulário de inscrição. As vagas são limitadas. O
evento tem realização do Midiativa e Goethe-Institut São Paulo, em parceria com
a Singular Mídia & Conteúdo.

comKids não ficção
conta com o apoio da SPCine, da Roquette Pinto Comunicação Educativa e da
Brazilian TV Producers, programa de exportação da BRAVI em parceria com a
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Mais informação disponível no portal comKids.

Contato:
comkidsnaoficcao@gmail.com / producao@comkids.com.br

(11) 3074-0085

Seminário Círculo da Infância

O Círculo da Infância é um encontro que congrega educadores para vivenciar e refletir sobre as relações entre infância, brincadeira, arte, cultura e natureza. Com as presenças de Mestres Pesquisadores Brincantes da Cultura da Infância Gabriela Romeu (SP), Schirley França (RJ), Vicente Barros (RJ) e Adelsin (MG) e dos Mestres do Reisado dos Irmãos Antonio, Raimundo, Dôra e Maria Evangelista (Cariri do Ceará).

Público: O Círculo da Infância é de especial interesse para educadoras/es, professoras/es e profissionais de creches, escolas, ONGs, Pontos e Pontinhos de Cultura, Centros Culturais, salas de leitura e brinquedotecas, além de público em geral interessado na cultura da infância e na cultura brincante.

Para participar do Círculo da Infância este ano estamos propondo um co-financiamento solidário, para o qual cada participante tem de fazer um investimento solidário de R$ 80,00.

PROGRAMAÇÃO
Dias 23 e 24 de SETEMBRO de 2016
na casa do Tear

DIA 23, SEXTA-FEIRA
DE 18 às 21h

“Reisado é bom
Reisado foi minha infância
Ainda hoje eu tenho lembrança
De um reisado que eu brinquei…”

    Abertura com a participação dos Mestres do Reisado dos Irmãos: Mestre Antonio (cantoria) e Raimundo (Palhaço Mateus)
    Exibição do filme Meninos e Reis de Gabriela Romeu
    Debate e comentário com Gabriela Romeu, Maria Evangelista, Vicente Barros
    Lançamento do livro “Terra de Cabinha” (cabinha é o nome dado às crianças no sertão cearense)

DIA 24, SABADO
DE 9h às 18h

Felicidade e Aurora,
Senhoras da Roda
Que arrodeiam memórias
Das rodas que menino dá

9h30min

    Chegança: Felicidade e Aurora
    Roda de Conversa com Schirley França da Cia Carroça de Mamulengos

Roda de Brincar com a equipe do projeto Mundaréu de Brincadeiras (Tear)

ALMOÇO 13h30min

“Na minha terra, as histórias dão em terreiro, no finzinho da tarde, em casa de ferreiro.(…) mas é na boca da noite onde moram as histórias. Bem naquela hora que o dia apaga e acende a noite.” (Terra de Cabinha)

14h30min

    Roda de brincar
    Roda de histórias da Menina da Rua Ponte com Adelsin e crianças contadoras de histórias

    Brincadeiras com Adelsin e Vicente Barros

Lançamento do livro do Adelsin “História da Menina da Rua Ponte”
Link do evento na nossa página: http://institutotear.org.br/circulo-da-infancia-2016/
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/954982394630533/

A situação de crianças e adolescentes em serviços de acolhimento no Brasil

Muitas de nossas crianças e adolescentes vivem atualmente afastadas de suas famílias de origem pelos mais diversos motivos. É importante conhecermos alguns dados relevantes para entendermos melhor o panorama em que vivem esses meninos e meninas acolhidos em instituições, enquanto medidas judiciárias são pensadas em relação ao encaminhamento desses casos.

O acolhimento é uma medida de proteção prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990, atuando em casos de violação ou ameaça dos direitos do jovem brasileiro. Há 26 anos, as instituições que cuidavam de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social eram conhecidas como os antigos orfanatos, educandários ou colégios internos, amparadas pelo Código do Menor.

Historicamente esses lugares ficaram marcados como espaços de abandono, isolando as crianças e os jovens da comunidade e atendendo um contingente enorme deles, sem acomodá-los num ambiente mais individualizado e de qualidade. Ali ficavam até completar 18 anos, não havendo um período máximo previsto por lei que estabelecesse o tempo de sua permanência na instituição.

Segundo o Levantamento Nacional das Crianças e Adolescentes em Serviços de Acolhimento, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz em 2010 existiam 36.929 crianças e adolescentes sob a medida protetiva, distribuídos em 2624 serviços de acolhimento em todo o Brasil, sendo que 21.730 jovens estão concentrados somente na região Sudeste do país.

As principais razões de acolhimento hoje são:

– negligência na família (37,6%),

– pais ou responsáveis dependentes químicos (20,1%),

– abandono (11,9%)

– violência doméstica (10,8%).

Desde a promulgação do ECA, crianças e adolescentes passaram a ser reconhecidos como sujeitos de direitos, e as instituições de acolhimento se implicaram em movimentos de adequação aos novos paradigmas. De acordo com o Estatuto, em seu artigo 92, as entidades que desenvolvem programas de acolhimento familiar ou institucional deverão adotar as seguintes normas:

I – Preservação dos vínculos familiares e promoção da reintegração familiar; (redação dada pela lei no. 12.010, de 2009)

II – Integração em família substituta, quando esgotados os recursos de manutenção na família natural ou extensa; (redação dada pela lei no. 12.010, de 2009)

III – Atendimento personalizado e em pequenos grupos;

IV – Desenvolvimento de atividades em regime de coeducação;

V – Não desmembramento de grupos de irmãos;

VI – Evitar, sempre que possível, a transferência para outras entidades de crianças e adolescentes abrigados;

VII – Participação na vida da comunidade local;

VIII – Preparação gradativa para o desligamento;

IX – Participação de pessoas da comunidade no processo educativo.

Embora tenhamos avançado um bocado em direção à garantia desses direitos, ainda encontramos dificuldades no cumprimento dos princípios norteadores da realidade dessas crianças e adolescentes. Algumas ONGs, como o Instituto Fazendo História, atuam em parceria com mais de 200 serviços de acolhimento, numa missão de colaborar com o desenvolvimento desses jovens abrigados, a fim de fortalecê-los para que se apropriem e transformem suas histórias. São iniciativas como essa, somadas às conquistas nas políticas públicas voltadas à infância e juventude, que tem transformado a vida de muitos meninos e meninas em nosso país.

http://www.todacriancapodeaprender.org.br/ 

Programa Desafios Impaes recebe inscrições até 14 de outubro

As inscrições para o Edital 2017/2018 do Programa Desafios Impaes estão abertas de 26 de setembro a 14 de outubro de 2016 no site: www.impaes.org.br. Podem participar OSCs (Organizações da Sociedade Civil),localizadas na cidade de São Paulo e/ou municípios limítrofes, que desenvolvem atividades de arte educação e realizam formação de professores e coordenadores pedagógicos em Centros de Educação Infantil públicos, com crianças de 0 a 3 anos e 11 meses de idade, em territórios de alta vulnerabilidade social. As instituições selecionadas receberão, por dois anos, apoio financeiro de R$ 90 mil/ano e acompanhamento técnico.

O Programa Desafios Impaes é uma iniciativa do Impaes (Instituto Minidi Pedroso de Arte e Educação Social), com coordenação técnica do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). Seu objetivo é difundir o potencial da arte como meio transformador do indivíduo e de sua realidade; estimular a formação e o desenvolvimento humano a partir da ampliação das capacidades criativa, crítica e de inserção social; fomentar propostas de experiências estéticas e explorações plásticas e visuais com crianças de 0 a 3 anos e colaborar para a construção de ambientes de aprendizagem nos CEIs (Centros de Educação Infantil).

“Os projetos selecionados além de contarem com o acompanhamento técnico do Cenpec, terão a oportunidade de participar de uma rede de organizações dedicadas a pensar as relações da arte na Educação Infantil”, afirma Fernanda Kivitz, técnica do Cenpec responsável pelo programa.

Os projetos inscritos devem ser desenvolvidos por OSCs legalmente constituídas, sem fins lucrativos,que serão apoiadas por um período de 24 (vinte e quatro) meses, respeitando-se o ano-calendário (janeiro a dezembro).Os recursos financeiros solicitados não devem ultrapassar o valor de R$90.000,00 por ano de execução, totalizando até R$180.000,00 para os dois anos de parceria com o Impaes. A divulgação das OSCs selecionadas está prevista para o dia 5 de dezembro.

Podem se inscrever instituições e projetos localizados na cidade de São Paulo e/ou municípios limítrofes, a saber: Caieiras, Cajamar, Cotia, Diadema, Embu, Embu Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itanhaém, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mongaguá, Osasco, Poá, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Vicente e Taboão da Serra.

Confira os detalhes do processo seletivo no Edital Programa Desafios Impaes 2017/2018.

Cidades educadoras: O que é uma cidade para todxs?

Em 2016, a Associação Cidade Escola Aprendiz completa 19 anos de atuação movida por uma ideia essencial: todas as pessoas são capazes de aprender e efetivamente aprendem em diferentes lugares, com diferentes pessoas, ao longo da vida.

Por isso, para nós, a educação estende-se por toda a cidade e, como direito fundamental, deve converter-se em uma responsabilidade coletiva.

Inspirados pelas experiências compartilhadas em julho deste ano em Rosário (Argentina) – onde há mais de 20 anos o planejamento urbano, as políticas sociais e os equipamentos públicos são orientados por uma perspectiva educadora de cidade -, e buscando fortalecer os diferentes agentes que contribuem com a construção de cidades mais justas, democráticas e inclusivas no Brasil, comemoraremos nosso aniversário no dia 21 de setembro, das 14h às 18h, com uma Roda de Conversa com o tema: Cidades Educadoras: O que é uma Cidade para Todxs?

Contamos com sua presença! Confira abaixo a programação do evento:

14h – 17h30: O que é uma cidade para todxs?

Abertura e mediação:
Natacha Costa (Cidade Escola Aprendiz)

Participantes:
Ana Lúcia Villela (Instituto Alana)
André Palhano (Virada da Sustentabilidade)
Marilia Jahnel (Coordenação de Direito à Cidade – Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo)
Pilar Lacerda (Fundação SM)
Raiana Ribeiro (Programa Cidades Educadoras – Cidade Escola Aprendiz)
Renato Cymbalista (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – USP)
Rodrigo Mendes (Instituto Rodrigo Mendes)
Semayat Oliveira (Nós, mulheres da periferia)
Tata Amaral (Cineasta – Tangerina Entretenimento)
Vera Santana (Conexão Felipe Camarão)

A partir das reflexões trazidas por esses diferentes olhares, abriremos uma rodada de falas para parceiros do Aprendiz envolvidos com o movimento de Cidades Educadoras no Brasil.

17h30 – Prêmio Educador Inventor

Entrega do Prêmio Educador Inventor, uma homenagem anual que o Aprendiz confere a pessoas que se destacam por sua trajetória e práticas de transformação social no campo da educação.

Para inscrições, acesse aqui.

Vamos conversar com as crianças sobre as florestas brasileiras e sobre desmatamento?

O Brasil é um território de imensas florestas e possui mais de 50.000 espécies de árvores. No entanto, atualmente mantém-se de pé 80% da floresta Amazônica, pois o restante deixou de existir, fruto de um desmatamento descontrolado e desnecessário.

Há alguns anos, vários projetos vêm sendo criados e realizados, visando não apenas a manutenção das nossas florestas, mas também ações de replantio, bem como de combate ao desmatamento. É isso o que apresenta o minidocumentário da websérie “Diálogos Transformadores”, intitulado “Boas práticas no combate ao desmatamento”, iniciativa do jornal A Folha de S.Paulo, da UNILEVER e da Associação Ashoka.

Ali, são apresentadas e discutidas, entre outras, práticas como o replantio de um milhão de árvores, aqui e na Indonésia, numa parceria entre a UNILEVER e a WMF, ou o projeto “Pocket Forest” (Floresta de bolso), criado pelo botânico e fundador da “Amigos das Árvores de São Paulo”, Ricardo Cardim.

O Pocket Forest busca trazer para áreas urbanas árvores nativas, já que boa parte das árvores na cidade são importadas. Para Ricardo: ”A ideia é trazer de volta a floresta nativa, na forma de ilhas, para que nossos filhos possam experimentar o sabor de um araçá, ver uma embaúba, criar uma nostalgia com aquilo e entender a importância para sua vida e para o futuro”.

E se não é possível levarmos as crianças até as florestas, vamos trazê-las para dentro de casa, por meio de documentários, livros, reproduções de imagens, e vamos conversar com os pequenos sobre a importância de ações como essas para a preservação de nosso meio ambiente. Também podemos apresentar a riqueza de nossa biodiversidade visitando parques e jardins botânicos, ou mesmo praças, permitindo que as crianças, como afirmou Ricardo, “possam experimentar” e conhecer nossas árvores nativas.

E, caso tenha a oportunidade, plante com as crianças, cultive uma planta com elas. Afinal, importa que desde cedo conheçam, cuidem e aprendam a valorizar e respeitar nosso meio ambiente.

Para saber mais sobre os “Diálogos Transformadores”, acesse aqui.

http://www.todacriancapodeaprender.org.br/

Novo livro de Odilon Moraes desconstrói estereótipos infantis ao falar sobre melancolia

“Olavo era um menino triste”. Esta é a primeira frase do novo livro do escritor e ilustrador Odilon Moraes, que acaba de migrar toda a sua obra autoral publicada pela Cosac Naify para a editora Jujuba.

O autor adianta que o livro trabalha com a questão da melancolia associada ao universo infantil, desconstruindo o ideal social do que é ser criança. Odilon, cuja obra tem como forte característica o trato delicado a assuntos considerados difíceis, como morte, separação e violência, questiono no novo livro o próprio papel da literatura como ferramenta de aproximação com a realidade e desenvolvimento de empatia. “A arte inventa uma vida para que a gente se veja nela. A literatura é uma entrega à alteridade, é o que nos permite ser outros. Por isso, propicia uma oportunidade maior de empatia do que a própria vida. É só pensar em quantas vezes, na vida, olhamos para alguém em situação ruim e pensamos ‘ainda bem que é ele e não eu’. Na literatura, se pensarmos isso, não estamos sendo leitores de verdade; quando lemos, o personagem somos nós”, explica o autor.

“’Pedro e Lua’ e ‘Olavo’ têm uma melancolia parecida”, compara Odilon, relacionando o inédito com um de seus livros mais aclamados, “Pedro e Lua”, de 2004. “É um livro menos infantil, e mais para a infância”, ressalta Daniela Padilha, publisher da editora, destacando o caráter universal dos livros de Odilon, que atrai tanto crianças quanto adultos.

Daqui pra frente, a Jujuba vai lançar os livros de Odilon sempre de par em par: um inédito e uma reedição. Por isso, “Olavo” será publicado juntamente com o premiado “Pedro e Lua”, que recebeu o título de Melhor Livro Infantil do Ano da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLJ). A previsão de lançamento é março de 2017. “O tempo de cada livro é nossa maior importância. Trabalha com o tempo que o projeto precisa, e não que o mercado quer”, ressalta Daniela.

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BIOGRAFIA
Graduado em arquitetura pela USP, iniciou na literatura em 1990, como ilustrador e hoje é autor de mais de 40 livros no Brasil e no exterior. Recebeu dois prêmios Jabuti pelas imagens de A Saga de Sigfried, em 1994, e O Matador, em 2009. Em 2002, escreveu seu primeiro livro ilustrado, A Princesinha Medrosa, que recebeu o prêmio de Melhor Livro do Ano para Crianças, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2004, recebeu novamente o prêmio Melhor Livro do Ano para Crianças pelaFNLIJ, com o livro Pedro e Lua. Em 2012, seu livro Traço e Prosa recebeu o prêmio Melhor Livro Teórico do Ano, também pela FNLIJ. Possui vários livros agraciados com o selo White Raven da Biblioteca Internacional do Livro para Crianças de Munique. Em 2014, entrou para a lista de honra do International Book Board for Youth (IBBY). Desde 2005, ministra palestras, oficinas e escreve artigos sobre a história e o conceito do livro ilustrado em instituições como o Instituto Tomie Ohtake, Fundação Lasar Segall, Instituto Europeu de Design, SESC e, mais recentemente, o Instituto Vera Cruz e a UNICAMP. É também professor do curso de pós-graduação O livro para infância: textos, imagens e materialidades, do centro de arte, cultura e educação A Casa Tombada.