‘Se esta rua fosse minha’ convida participantes a ouvirem as crianças

No último dia 26 de agosto, representantes de escolas, CEUs, abrigos, coletivos, ONGs, Fundações, entre outros atores, reuniram-se na UMAPAZ, em São Paulo, para discutir estratégias de escuta de crianças, na busca por construir uma cidade melhor para elas – e para todos!

O Movimento ‘Se essa rua fosse minha’ foi idealizado pelo grupo de ação ‘Escuta de crianças’ do Mapa da Infância Brasileira (MIB) e nasceu em defesa do direito da criança à cidade. O grupo acredita que o acesso à cidade é fundamental para a formação, para a educação e para o desenvolvimento integral da criança e propõe uma reflexão sobre formas de ouvir as crianças a fim de compreender o que elas esperam para seus territórios. Integram a iniciativa a Associação Brasileira de Brinquedotecas, a Associação Cidade Escola Aprendiz, Criadeira de Histórias, Projeto Infâncias, Instituto Alana, Instituto Elos, o Instituto 5 Elementos e o Movimento Boa Praça.

No encontro do dia 26/08, os profissionais presentes foram convidados a realizar uma escuta ativa das crianças de seus territórios, a fim de compreender o que elas desejam para a cidade em que vivem. As escutas serão realizadas e sistematizadas até o dia 12 de outubro e, posteriormente, os resultados serão copilados pelo grupo de ação do MIB e entregues ao prefeito ou à prefeita eleito (a). A ideia é que os pedidos e demandas das crianças sejam contemplados nos planos de governo do novo gestor.

Para chegar à construção das ferramentas de escuta, os presentes tiveram uma manhã repleta de inspiração. Adriana Friedmann, coordenadora do MIB e anfitriã do encontro, recebeu Wellington Nogueira, palhaço e fundador dos Doutores da Alegria, Renata Meirelles, coordenadora do Projeto Território do Brincar, e Rodrigo Rubido, do Instituto Elos. Os três compartilharam suas experiências de escuta de crianças, problematizando os desafios e os caminhos possíveis. Wellington falou sobre a importância do ‘olho no olho’. Para ele, que trabalha com crianças hospitalizadas há mais de 30 anos, é indispensável estar disponível para o encontro: “É preciso ter a cabeça oca para enxergar as oportunidades. Se a criança perceber que foi compreendida, o vínculo inicial acontece. Precisamos estar 100% presentes na construção do encontro”.

A educadora Renata Meirelles, que pesquisa o brincar há mais de 15 anos, compartilhou as suas experiências de campo. Ela, que viaja o Brasil com a família na busca por conhecer as diversas infâncias brasileiras, afirmou que para escutar as crianças é preciso haver cumplicidade e verdade na relação: “Viver a realidade do lugar é condição favorável à escuta. Quando estabelecemos uma relação verdadeira, criam-se propostas potentes”.

Por fim, o arquiteto Rodrigo Rubido, co-fundador do Instituto Elos, compartilhou os processos de escuta que realiza para construir os sonhos de jovens e crianças de comunidades ao redor do Brasil. A comunidade imagina o que deseja e ela mesma, de forma coletiva, faz o sonho se tornar realidade. Rubido afirmou: “A criança tem um potencial imenso. A ideia de que precisamos esperá-las crescer para nos relacionarmos verdadeiramente com elas está equivocada” e complementou que proteção em excesso pode diminuir esse potencial criador da infância.

Na parte da tarde, os participantes do seminário se reuniram em grupos, para uma dinâmica de World Café, conduzida por Rubido. Deste momento de co-criação, em que cada participante trouxe as experiências de seu território, surgiram estratégias de escuta, que serão aplicadas pelos profissionais durante o mês de setembro. Entre as ações estão: viver a cidade com as crianças e traduzir a vivência em respostas sobre a cidade que elas desejam; construir maquetes da cidade ideal, registrar as memórias dos moradores dos bairros, entre outras.

Ao final do encontro Adriana Friedmann lembrou a todos que as crianças não sabem menos do que os adultos, mas sabem outras coisas e que a sabedoria infantil não se manifesta apenas por palavras, mas pelos gestos, pelo corpo, pelas expressões artísticas, por isso, para escutar verdadeiramente uma criança precisamos de sensibilidade e entrega.

Que venham os próximos passos e que possamos, a partir da escuta das crianças, mobilizar os governantes e melhorar a qualidade de vida das cidades! Uma cidade boa para a criança é boa para todos.
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Curso: Violência e Resiliência: Introdução à teoria e prática para o atendimento a crianças vitimas de violência

A cada dez minutos, uma nova criança é vítima de violência, de acordo com a Sec. Nac. de Dir. Humanos (2014). Quase metade das violências cometidas (45%) são de cunho psicológico, invisíveis aos olhos. Pensando nesse público, o Núcleo Espiral desenvolveu este curso introdutório, que visa oferecer ferramentas a profissionais da área da saúde para o atendimento de crianças vítimas de violência sob a perspectiva da teoria Junguiana.

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O curso oferece como base:
• Introdução aos conceitos fundamentais de desenvolvimento Infantil
• Principais tipos de violência (física, verbal,psicológica,negligência, bullying, sexual)
• Como identificar os sintomas e prejuízos no desenvolvimento infantil a curto e médio prazo
• Estratégias de como lidar com crianças vitimas de violência

Metodologia: Téorico e Vivencial

Quando: um sábado por mês – dias 30/07; 27/08; 01/10; 22/10
Horário: das 9 às 13 horas

Público Alvo: Psicólogos e profissionais da Saúde
Os inscritos que quiserem poderão participar da seleção para ingressar na Clínica Social do Núcleo Espiral!

Investimento: R$ 300,00 (10% de desconto à vista)

Corpo docente:
Caio Rebouças CRP. 06/99296
Mariana Gruppi CRP 06/106848

Inscrições pelo telefone: 3862-3122 ou pelo email apoiar@nucleoespiral.org.br

Curso sobre atualização profissional para o cuidado da Síndrome de Down

Estão abertas até o dia 26 de agosto as inscrições para curso a distância de atualização profissional para o cuidado da Síndrome de Down. A iniciativa é uma parceria da Universidade de São Paulo (USP), por meio da Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com o apoio do Instituto Alana.

Objetivo Geral do curso
O Curso de Atualização Profissional no Cuidado na Síndrome de Down visa fortalecer as políticas públicas nacionais relativas ao Programa Viver sem Limites de qualificação do cuidado a pessoas com deficiência e internacionais como o “Relatório mundial sobre deficiência”, da Organização Mundial de Saúde e pela “Convenção dos direitos das pessoas com deficiência”, que valorizam a diversidade humana e defendem a equidade de oportunidades para que as pessoas com deficiência exerçam seu direito de conviver e contribuir com a sua comunidade. Seu objetivo central é contribuir para a formação continuada de profissionais da saúde, no sentido de aprimorar suas competências no cuidado na SD.

Período do curso
De 05/09/2016 a 02/12/2016

Carga Horária
60 horas

Modalidade
Atualização – Curso a distância

Horário das aulas

Gerencie com autonomia o seu horário e local de de estudo. As aulas não tem hora marcada, você poderá acessar em qualquer momento do dia e em qualquer lugar.

Local do Curso
Curso online

Número de vagas
150 vagas

Público Alvo
Profissionais da área da saúde que atuam com pessoas com Síndrome de Down e suas famílias, preferencialmente da rede pública.

Coordenadora
Profa. Dra Patrícia Zen Tempski

Mais informações em: HC FMUSP – Escola de Educação Permanente

Seminário: Se esta rua fosse minha… Vamos ouvir as crianças?

Acreditamos que toda criança tem direito à cidade.
O acesso à cidade é fundamental na formação, na educação e desenvolvimento integral das crianças. Assim como é fundamental, para uma cidade, que nela vivam e por ela circulem crianças.
Pensando nessa troca, e em como caminhar para que, em vez de incompatíveis, cidades e crianças possam se beneficiar nessa co-existência mútua, acreditamos ser fundamental ouvir as crianças.
Queremos saber o que elas sentem, pensam e desejam para o lugar onde vivem. Mais: queremos que o prefeito que será eleito neste ano escute e leve em consideração as ideias, sugestões e propostas das crianças para São Paulo.
Por isso gostaríamos de convidar você a fazer parte desse movimento e a contribuir na realização dessa escuta junto às crianças no território onde atua.
A ideia é reunir pessoas de instituições diversas, das diferentes regiões da cidade, com atuações junto às crianças em escolas, comunidades, bairros, praças, parques, ruas, condomínios, cortiços, hospitais etc.
Para pensar que princípios e práticas devem nortear a escuta das crianças, convidamos você para participar de um dia de atividades de formação e co-criação, incluindo seminário, intercâmbio de experiência de processo de escuta e elaboração coletiva de proposta estratégica de ação.

Data: 26 de agosto de 2016, sexta-feira, das 9h às 17h30

9h às 12h30 – Seminário e Debate
12h30 às 13h30 – Almoço Coletivo (traga uma colaboração e sua caneca)
13h30 às 17h30 – Dinâmicas e co-criação de estratégias de escuta

Local: UMAPAZ (Parque Ibirapuera; av Quarto Centenário 1268, portão 7A)

Palestrantes convidados:
Adriana Friedmann, Mapa da Infância Brasileira
Renata Meirelles, Território do Brincar
Rodrigo Rubido, Instituto Elos
Wellington Nogueira, Doutores da Alegria

Esta é uma iniciativa de escuta realizada pelo grupo de ação da Comunidade de Aprendizagem Mapa da Infância Brasileira (MIB), integrado pelas seguintes organizações: 5 Elementos – Abrinquedoteca e ABBRI – Cidade Escola Aprendiz – Criadeira de Histórias – Infâncias – Instituto Alana – Instituto Elos – Movimento Boa Praça – Projeto Casulo.

Para confirmar sua participação no seminário ė necessário cadastrar sua iniciativa na Plataforma do MIB.

Museus do mundo todo ao alcance das mãos.

Se pensamos em grandes museus ao redor do mundo, o MoMa, de Nova Iorque, e o Louvre, de Paris, não costumam ser esquecidos. Visitá-los é um deleite para os olhos e para a alma, permitindo uma imersão de adultos e crianças no universo de obras e artistas consagrados que marcaram ou mudaram os rumos da história da arte. Mas se não é possível conhecê-los “ao vivo”, que tal saber mais sobre eles por meio de aplicativos elaborados para crianças?                                                                    

O MoMa Art Lab, disponível apenas para IOS e em versão em inglês (o que não impede as crianças de realizar as atividades!), permite a criação de músicas, a elaboração de desenhos individuais e em grupos, o acesso à informações e à experimentação de técnicas usadas por artistas. O app ainda apresenta obras de Henri Matisse, Alexander Calder, Elisabeth Murray, entre outros. Os trabalhos produzidos pelas crianças podem ser salvos e até compartilhados (a ferramenta de compartilhando pode ser ativada ou desativada pelos pais).  

Já o My Museum SpeedArt, que tem versão em português e também está disponível apenas para IOS, traz o Louvre para nossas mãos. Por ele, as crianças podem conhecer inúmeras obras, tendo o desafio de remontá-las, como num quebra-cabeça, jogando contra o tempo. Em outro desafio, a tarefa é encontrar a maior quantidade de obras num limite de tempo. Em outro, a proposta é localizar e devolver o rosto de reis e rainhas franceses para seus devidos retratos.

E é brincando e jogando que as obras desses museus se desvendam às crianças, rendendo diversão e aprendizagem! Vale lembrar, como sempre fazemos por aqui, que a interação das crianças com esses aplicativos, bem como com as tecnologias de forma geral, não deve ocupar um tempo significativo de sua rotina diária.

http://www.todacriancapodeaprender.org.br/   

Formação em BrincaYoga – Módulo Música

A BrincaYoga é uma prática educativa fundamentada nos valores filosóficos do yoga criada por Renata von Poser. Se propõe a criar vivências lúdicas para desenvolver o amor em todas suas manifestações como a amizade, a cooperação, a compaixão, a generosidade, o afeto, a empatia, o respeito e a verdade.

A formação em BrincaYoga é em valores e em educação emocional. Traz técnicas para se trabalhar com crianças e famílias bem como fomenta uma reflexão sobre o papel do educador no processo de aprendizado. Abrange as técnicas de yoga como posturas, respirações, relaxamento e meditação. A didática é lúdica com jogos, baralhos, histórias, teatro, dinâmicas de grupo, massagem e brincadeiras capazes de conduzir o grupo a um saudável desenvolvimento emocional, afetivo e corporal.

A formação é prática, com vivências e grupos de estudos para aprofundar as técnicas e sanar as dúvidas. Todos os módulos se estruturam com aulas práticas dividas por faixa etária no sábado e vivência com as crianças no domingo.

Não há requisitos prévios para participar da formação, apenas a vontade e determinação de desenvolver um trabalho fundamentado em valores e em técnicas de grupo capazes de proporcionar uma experiência de amor, entrega, confiança e encontro interior.

São 4 módulos diferentes:
* Meditação (em 2017)
* Natureza (em 2017)
* Música (20 e 21 de agosto/16)
* Histórias (15 e 16 de outubro16)

Você poderá participar de forma independente, não é uma formação linear, você participa dos módulos conforme seus recursos, interesses e disponibilidade. Haverá material de apoio e recomendação de livros.

PARTICIPAÇÃO NO MÓDULO MÚSICA
Dia 20/08, sábado das 9h às 17h – Formação só para adultos na Casa de viver (SP)
Dia 21/08, domingo das 10h às 12h – Vivência de BrincaYoga com famílias (cada participante poderá trazer um convidado mirim, de 04 á 12 anos). Cada convidado extra paga R$25 para participar.

VALOR: R$ 300 por módulo

Local: Casa de Viver – Rua Dr. Tirso Martins, 280, São Paulo, SP.

Renata Perez von Poser
Educadora, professora de brincayoga, gingayoga e yoga. Promove as Vivências e a Formação de BrincaYoga para crianças e famílias. Formação em yoga na Internacional Sivananda Yoga Vedanta Centers, Canadá. Formação pela Rainbow Kids Yoga. Bacharel em Comunicação Social e Mestre em Educação Social pela Universidade de Sevilha, Espanha.

Contos Africanos em Movimento

Contos Africanos em Movimento são oficinas que disseminam contos da tradição oral da África e da Diáspora Negra por meio de contação de histórias e atividades artísticas manuais. Direcionado às crianças de quatro a doze anos, a proposta do programa, além de apresentar e ensinar os mitos, tem a finalidade de fazer as crianças participarem, sentirem-se inquietadas com as histórias sobre o mundo, mostrar a elas situações às avessas, deixar que percebam a desordem, apresentar situações e elementos necessários para a mente curiosa e em formação dos pequenos.
Com o auxílio de recursos materiais lúdicos, cada oficina compreende a contação e a contextualização histórico-geográfica de um conto, exercícios de transmissão oral e de criação artística, que envolvem pintura, colagem, trabalhos com materiais reciclados, entre outras atividades. Esses trabalhos resultam em animações em stop motion, livros bordados, músicas e outros produtos artísticos feitos com a participação das crianças. Além da divulgação dos contos, a ideia é que pais e educadores continuem usando com as crianças o material criado nas oficinas.
O projeto Contos Africanos em Movimento é um desdobramento e um parceiro do projeto HomeMade Artists (https://vimeo.com/164755562), da artista visual francesa Elen Sylla, e as oficinas já foram realizadas na Bélgica, no Brasil, na Islândia, na Itália e no Senegal.
A oficina abarca contação de história, usando um mapa da África de retalhos bordados e outros elementos lúdicos, e trabalho de ateliê, com pintura e colagem de materiais reutilizados. Ao final, as crianças terão uma pequena animação que cada uma ajudou a fazer!

Todos os materiais necessários (caixas de papelão, papéis, pinceis, tinta…) serão fornecidos pela oficina, pedimos apenas que tragam as crianças com roupas que possam sujar!

As Contadoras:
Julia Malta, artista visual, pós-graduanda em contação de histórias, pela Faculdade de Conchas, (A Casa Tombada) e bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.
Tem se dedicado às oficinas de contação e criação de histórias realizando experimentações em torno da técnica A história aberta, idealizada pela contadora Kiara Terra.
Atua também em sua produção pessoal de arte contemporânea, criando objetos e livros bordados, e mantém o espaço cultural Assum Espaço Criativo, onde promove exposições coletivas e individuais, apresentações musicais, exibição de documentários, vídeos, filmes e animações, saraus de poesia e música.

Anaïs Grollimund Sylla, historiadora francesa especializada em História do Atlântico Sul pelo Centro de Estudo da História do Brasil e do Atlântico Sul da Universidade de La Sorbonne (Paris, França). Desde o final da graduação se aproximou da história da escravidão e da questão racial no Brasil. Para enriquecer suas pesquisas, veio para o Brasil fazer um intercâmbio na USP, tendo como orientador o historiador Luiz Felipe de Alencastro. Dedica-se à tradução e contextualização dos contos africanos (principalmente dos países de língua francesa).

Público:
Crianças entre quatro e doze anos.
Quando:
Dias 20 e 27 de agosto, sábados, das 10 às 13 horas*
*Serviremos um lanchinho saudável para as crianças (bolo de manga ou banana e suco de laranja natural)
Onde:
Assum Espaço Criativo (Rua Fradique Coutinho, 677 – Pinheiros)
Acesse nosso site:
http://www.contosafricanosemmovimento.com/

Meta do projeto:
R$ 3.000,00, sendo a primeira meta R$ 1.500 (referente à oficina de 20 de agosto) e a segunda meta R$ 3.000,00 (referente à oficina de 27 de agosto).
Orçamento:
–   Duas oficineiras: R$ 2.000 (R$ 1.000 cada oficina, sendo R$);
–     Taxa do espaço cultural: R$ 600 (R$ 300 cada oficina);
–     Comissão do Partio: R$ 360 (12% do valor total do projeto);
–     Lanches: R$ 40,00 ( R$ 20,00 cada oficina)

Apoio único:
R$ 150,00 (20 apoiadores, 10 participantes em cada oficina).

Fonte: Partio