Feira de Santana promove valorização do brincar e ressoa formação do Paralapracá

Quando se observa uma criança brincando, a simplicidade com que acontece, nem sempre é compreensível o quanto a brincadeira é necessária para o desenvolvimento humano. Falando assim, parece mesmo “brincadeira”, como se fosse banal, sem propósito. Já parou para pensar nas habilidades que estão sendo construídas ali, no instante de cada movimento? Na motricidade, na percepção sensorial, na expressão, na aprendizagem? Em como ser e estar no mundo, na relação com o outro?

Muitas vezes as pessoas ignoram o brincar, até mesmo mães, pais, familiares, educadores e instituições de educação infantil, e se esquecem do quanto é fundamental para o desenvolvimento integral da criança. Não é o caso do município baiano de Feira de Santana, que realizou pela primeira vez o Dia B – Dia do Brincar, com o intuito de contribuir para o aumento da sensibilização e da consciência sobre a importância do brincar na infância.

O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana (Seduc), teve a participação de 157 instituições, entre públicas e privadas, com atividades em espaços privados e públicos (praças, ruas, ginásios e parques). Das 157 participantes,15 também integraram o projeto Paralapracá, estabelecido em aliança com a Seduc entre 2010 e 2012 (ciclo I), o que mostra a ressonância que as formações têm ainda hoje, mesmo depois de quatro anos.

O projeto Paralapracá é uma iniciativa do Programa Educação Infantil do Instituto C&A em pareceria técnica com a Avante – Educação e Mobilização Social, com foco na formação de formadores, tanto no âmbito das secretarias municipais de Educação quanto nas instituições de educação infantil, que visa contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças que frequentam instituições de educação infantil, com vistas ao seu desenvolvimento integral.

Dia B em consonância com o Paralapracá

A técnica da Divisão Infantil da Seduc, Darlene Lima, destaca que o eixo Assim se Brinca foi um dos mais marcantes das formações do Paralapracá e que, a partir dele, o brincar foi instituído como elemento fundamental da rotina da educação infantil do município. “A todo momento de preparação para o Dia B, retomamos as discussões do projeto Paralapracá, onde o jogo simbólico, a brincadeira livre e a brincadeira dirigida, elementos essenciais para o desenvolvimento integral da criança, foram centro do planejamento das atividades.”

O projeto também foi lembrado pela coordenadora pedagógica da Escola Municipal Anízio Pereira Bernardes, Mônica Andrade. “O Paralapracá, no processo de formação da gente, foi muito significativo. Nós conseguimos realizar mudanças bastante significativas em nossa prática, nas nossas rotinas. Inclusive nós mantemos até hoje um projeto de música, que é ressignificado a cada ano, que é melhorado, ampliado. O projeto de artes, a nossa mostra de artes, a organização do espaço. Em tudo, o Paralapracá contribuiu bastante.”

Além da Escola Municipal Anízio Pereira Bernardes, quem também participou do Paralapracá e esteve no Dia B foram o CMEI Professor José Raimundo Pereira de Azevedo, a Pré-Escola Municipal Professora Dalva Suzart Gomes, a Pré-Escola Municipal Judite Alencar Marinho, o CMEI Manoel de Cristo Planzo, a Pré-Escola Municipal José Martins Rios, a Pré-Escola Municipal Pequena Tamy, o CMEI Maternal Menino Jesus, a Pré-Escola Municipal João Serafim de Lima, a Pré-Escola Municipal Professora Alda Marques, a Pré-Escola Municipal Cristo da Vera Cruz, a Pré-Escola Municipal Marina de Carvalho, o CMEI Coriolano Farias de Carvalho, o CMEI Amparo às Crianças e a Pré-Escola Municipal Novo Horizonte.

Valorização do brincar

As atividades tiveram uma repercussão tão positiva, que já se pensa em organizar outras ações similares, como explica a coordenadora pedagógica do CMEI Anízio Pereira Bernardes, Mônica Andrade. “O fato de levar a criança para este outro espaço, com mais regularidade, amplia as possibilidades que as crianças têm de brincar. A gente está com a proposta de que aconteça uma vez por mês.” E certamente vai agradar a Carlos Antonio Bispo, 6 anos, estudante do grupo 5 na mesma escola, que aproveitou bastante o Dia B. “Gostei de tudo, a gente só brincava dentro da escola e hoje a gente tá brincando fora da escola!”

A iniciativa de realizar pela primeira vez o Dia B – Dia do Brincar no município de Feira de Santana, no último dia 31 de maio, é uma mostra de como o brincar tem ganhado importância em outros setores da sociedade, buscando incluir novos atores e fazer com que a sociedade compreenda que a infância é uma responsabilidade de todos.

O Dia B faz parte da semana comemorativa ao Dia Internacional do Brincar (28 de maio), que celebra o artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas, reforçando que brincar é um direito da criança. Este dia tem o intuito de relembrar que o brincar é uma fonte inesgotável de alegria, uma atividade fundamental para o desenvolvimento do ser humano, essencial para a saúde física e mental.

O papel da escola no aprendizado das crianças sobre suas próprias emoções

O papel da escola vai muito além do ensino de conteúdos de diversas áreas de conhecimento. Uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo apresenta o trabalho desenvolvido por escolas estaduais e particulares da cidade de São Paulo, visando o ensino de habilidades socioemocionais.

São diversas as estratégias planejadas e adotadas pelas instituições que investem na capacitação de seus professores – já que não se trata de uma intervenção meramente intuitiva – para realizar um trabalho sistemático no cotidiano da sala de aula, impactando na formação das crianças.

E não se trata de criar uma nova disciplina ou delegar uma aula específica para esse trabalho. Ao contrário, é mesmo nas aulas rotineiras que as crianças seguem realizando essas aprendizagens. Os professores vêm propondo com maior frequência trabalhos em grupos, nos quais as crianças precisam arcar com tomadas de decisões, consensos e divisão de tarefas. Elas são convidadas a comentar suas impressões e sentimentos em relação às disciplinas e aos temas que estudam. Em rodas, explicitam o que sentem frente a determinadas situações que vivenciam, sejam na escola, sejam do cotidiano familiar ou mesmo envolvendo fatos ocorridos na cidade e no mundo. Discutem, por meio de histórias as emoções que experimentam, por exemplo, em situações de preconceitos.

De acordo com os educadores, quanto mais as crianças compreendem o que sentem, mais se conhecem e se tornam mais tolerantes e respeitosas com o outro também. Aprendem que sentir raiva, se entristecer, se sentir solitário é algo que faz parte da natureza humana: todos podem sentir essas diversas emoções. É, porém, fundamental que aprendam igualmente a conviver com essa multiplicidade de sentimentos e a superá-los em alguns momentos.

Aprender a lidar com as próprias emoções é essencial à formação e ao desenvolvimento infantil e permite que as crianças ampliem suas possibilidades de cooperar, de sentir empatia, de respeitar, de enfrentar desafios e conflitos, ter senso crítico e serem curiosas frente ao mundo também. E à escola, como vimos aqui, pode ter um papel primordial nessas aprendizagens.

Música na Educação – Capacitação

Curso de Formação para educadores e artistas.

Minicurso voltado para educadores e demais profissionais que atuam com crianças e desejam aprofundar o uso da linguagem sonoro-musical nas práticas educativas. A partir de uma abordagem prática-teórica se discute a possibilidade do diálogo entre música e educação acontecer desde uma visão crítica das concepções de criança e de infâncias, visando à compreensão da criança como sujeito relacional e reconhecendo as diferentes linguagens que permeiam as práticas educativas e são inerentes às crianças. Linguagens essas que nos permitem refletir sobre o espaço/tempo dedicado ao movimento e ao brincar com a linguagem sonoro-musical.

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Temas

Módulo 1 – Musicalidade dos brinquedos cantados
Dia 11 de junho
Mediação: Ana Bispo 

Módulo 2 – O som e os sentidos- ampliação da escuta
Dia 18 de junho
Mediação: Dalmo Motta

Módulo 3 – Costurando as ideias – momentos de criação
Dia 25 de junho
Mediação: Sérgio Andrade

Módulo 4 – Diálogos sonoros nas infâncias – Uma aproximação
Dia 02 de julho
Mediação: Cláudia Leão

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA INSCRIÇÃO
Para participar do curso é preciso fazer um investimento solidário. Isto quer dizer que você co-financia esta ação – ajudando a tornar possível que ela aconteça – e, ao mesmo tempo, ajuda a sustentar as ações sociais que o Tear realiza em favor de crianças, adolescentes e jovens de classes populares.

Se você compreende e concorda com esta perspectiva colaborativa e solidária de financiarmos as ações do Tear, faça sua inscrição agora, seguindo as seguintes informações:

Você pode se inscrever em um ou mais módulos, ou no Mini-Curso completo. O valor do investimento solidário do Curso é de R$240,00.

por 3 módulos: R$ 200,00
por 2 módulos: R$ 150,00
por 1 módulo: R$ 80,00

A inscrição no Curso pode ser feita de duas formas (por depósito/transferência bancária ou diretamente na secretaria do Tear). Veja como:

(1) realizando o depósito ou transferência na conta
Instituto de Arte Tear
CNPJ: 005.435.475/0001-24
Banco Itaú
Ag: 5631
Cc: 28867-6

Assim que concluir, envie um mail a tear@institutotear.org.br anexando cópia do comprovante para receber o link com o formulário de inscrição.

IMPORTANTE: no caso de utilizar um Banco on-line certifique-se de nos enviar o comprovante diretamente pelo seu e-mail e não pelo site do banco. Deste modo poderemos responder com as orientações para completar a inscrição.

(2) você também pode optar por fazer sua inscrição diretamente na secretaria do Tear, na
Rua Pereira Nunes, 138, Tijuca. Tel: 3238-3690 e 2238-4927
Atendimento secretaria do TEAR, segunda à sexta, de 10 às 17 horas.

Todas as formas de inscrição receberão recibo legal de doação. Para obter o certificado de participação será necessária presença de, no mínimo, 70% da carga horária.

Sem provas ou divisão por disciplinas, escola promove educação holística

Nada de provas, carteiras enfileiradas, currículo organizado por disciplinas ou divisão por séries. Na Wish Bilingual School, localizada no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo, o bilinguismo está longe de ser o seu maior diferencial. Para estimular o desenvolvimento integral dos alunos, a escola passou a valorizar a educação holística como uma estratégia central do seu projeto pedagógico.

Voltada para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental, a escola tem pouco mais de cem alunos e trabalha com a metodologia de projetos para incentivar que eles construam conhecimentos a partir dos seus interesses. A proposta é pautada por diferentes aspectos que envolvem corpo, mente, espírito, autoconhecimento, relação com o mundo e com os outros.

Por lá, tudo pode ser tema de pesquisa, desde o nascimento dos bebês até a história da paquistanesa Malala. A aluna Lara Muniz, 9, do 4° ano, por exemplo, está estudando as florestas para construir uma maquete da natureza. “A gente pode fazer tudo o que quiser. Tudo está ao nosso alcance”, conta a menina, que está na Wish há dois anos e meio. Diferente da sua antiga escola, onde precisava “escrever de cara na lousa”, por meio das investigações ela diz aprender brincando. “Você vai fazendo o seu projeto e do nada percebe que usou matemática para calcular quantos centímetros de uma papel vai precisar”, exemplifica.

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Embora hoje os projetos tenham origem na curiosidade dos estudantes, nem sempre foi assim. Quando a escola surgiu em 2008, o formato era diferente. “O projeto tinha uma existência prévia. Eu tinha o projeto dos dinossauros para as crianças de três anos. Antes de qualquer criança de três anos chegar, o projeto já estava montado com começo, meio e fim”, relembra a diretora e fundadora Andressa Lutiano.

Após trabalhar por anos como professora de inglês, Andressa decidiu começar uma escola bilíngue quando estava procurando um local para matricular a sua filha, que na época tinha dois anos. E apesar de oferecer um ensino em duas línguas simultâneas, a Wish nasceu com uma proposta tradicional. No final de 2012, entretanto, após participar de uma viagem para conhecer escolas inovadoras na Espanha, Dinamarca e Reino Unido, a diretora voltou motivada a colocar em prática o que tinha visto.

Aos poucos, começaram a surgir as transformações. Mudança de currículo, mudança de tempo, mudança de avaliação e mudança de espaços. O trabalho teve início com a formação da equipe e logo também teve que dar conta de explicar o novo modelo aos pais. “Em um primeiro momento a gente perdeu uns 20 alunos”, recorda.

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Para explicar que as crianças não iriam mais fazer provas e não teriam aulas divididas por disciplinas, entre outras coisas, a solução foi trazer os pais para dentro da escola. Também começaram a ser enviados muitos materiais para casa, incluindo vídeos e leituras sobre novos modelos educacionais.

Reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação) entre as 178 instituições educacionais brasileiras inovadoras, hoje a escola também conta com turmas multietárias. Com exceção do primeiro ano, alunos do 2° e 3° ano ou 4° e 5° ano desenvolvem atividades em conjunto. Cada sala tem em torno de 20 alunos e conta com uma dupla de professores. “Dá mais trabalho porque a gente tem que ir atrás de material. Mesmo a avaliação, não é só dar uma prova para saber o que está certo e o que está errado”, diz a professora Marina Gadioli, responsável pelas atividades de artes.

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Como os alunos não fazem provas, a avaliação é feita por meio de observações e acompanhamento contínuo dos professores. Tudo fica registrado na plataforma Gold, que traz ferramentas para acompanhamento dos alunos e apresenta diferentes expectativas de aprendizagem a serem atingidas. “Cada um tem um ritmo de fazer sua atividade. A gente vai observando, registrando e acompanhando. Eles fazem tudo ao mesmo tempo, mas aqueles que têm dificuldade sempre pedem ajuda”, explica a professora Angela Graziela Fagá, que acompanha alunos do 2° e 3° ano.

Seguindo a proposta de que as crianças aprendam em ritmos diferentes e persigam suas motivações, a semana escolar tem início com a organização da agenda individual. Os alunos sentam com os professores e fazem um planejamento, que intercala momentos de livre exploração, acompanhamento individual, atendimento em pequenos grupos e períodos que envolvem toda a classe. “A gente brinca, faz lição, projetos e várias coisas”, conta o aluno Rafael Poiate, 9, do 4° ano.

No futuro, a ideia também é retirar as paredes. A escola já está com o projeto de mudança para um novo espaço, que contará com móveis e divisórias que se movimentam para criar pequenas salas ou um grande galpão.

Fonte: Porvir

O Primeiro Ano Escolar na Pedagogia Waldorf

O colóquio abordará os desafios trazidos pela contemporaneidade aos professores dos primeiros anos do Ensino Fundamental Waldorf, o novo perfil dos alunos, reflexões sobre a metodologia e didática e propostas práticas para dia-a-dia da sala de aula.

Programação para 17/06
– O 1º ano escolar como uma transição entre educação infantil e ensino fundamental
– Aprender em movimento como necessidade contemporânea
– Sala de aula móvel: o mobiliário como potencializador de aprendizado e encontro
– Para além do mobiliário: tempo para brincar e fortalecer ritmo e comunidade
– O professor de classe na sala de aula móvel: a autoridade amada compõe um grupo
Datas: 15/04; 13/05 e 17/06

Docentes: Glaucia de Castro Araujo dos Santos e Isabel Filardo Lauretti

Colóquio Pedagógico: Tendo como ponto de partida o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas Waldorf, queremos abrir espaço de reflexões e trocas para professores. Os Colóquios são realizados às sextas-feiras, das 15h30 às 17h30, no espaço da Escola Waldorf Rudolf Steiner que fica no seguinte endereço: Rua Job Lane, 900 – Alto da Boa Vista | SP

As vagas são limitadas! Confirme sua presença pelo e-mail: info@idwaldorf.com.br

Brincar e Ler para viver

O livro Brincar e Ler é o coroamento de quatro intensos e produtivos anos do Programa Brincar e Ler para Viver (2004-2007), formou 20 Brinquedotecas e Bibliotecas em organizações sociais de base comunitária da cidade de São Paulo, dando ênfase à constituição de um projeto educativo e cultural que privilegia a ludicidade, por meio das Brincadeiras e Leitura.

O Programa Brincar e Ler para viver nasce do desejo do Instituto Hedging-Griffo de investir no incentivo à leitura e na cultura lúdica como fatores fundamentais para uma educação de qualidade. Ganha brilho e existência graças a parceria com a Ação Comunitária, que abriu as organizações e criou condições para esse programa se desenvolver. E, também à Caleidoscópio que agregou forma e conteúdo ao programa, no que diz respeito à concepção e formação de educadores.

Esse livro traz aos leitores os aspectos metodológicos utilizados no Programa Brincar e Ler para Viver para a montagem de brinquedotecas e bibliotecas ligadas ao processo formativo dos educadores e a apropriação destes ambientes como ferramenta de trabalho e transformação cultural.

Professores e gestão escolar. O que podemos? O que queremos?

Colóquio Pedagógico: Tendo como ponto de partida o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas Waldorf, queremos abrir espaço de reflexões e trocas para professores. Venha partilhar suas dúvidas, desafios e conquistas acerca dos seguintes temas:

Professores e gestão escolar. O que podemos? O que queremos?

Datas: 10/06

Docente: Walkyria Machado

Os Colóquios são realizados sempre em sextas-feiras das 15h30 às 17h30 no espaço da Escola Waldorf Rudolf Steiner que fica no seguinte endereço: Rua Job Lane, 900 – Alto da Boa Vista | SP

As vagas são limitadas! Confirme sua presença pelo e-mail: info@idwaldorf.com.br