A relação criança-cidade: Uma via de mão dupla

Para debater exemplos e práticas do que a cidade ensina às crianças, participam da primeira mesa do evento: a consultora educacional, Cristina Pereira; o pediatra e fellow Ashoka, Daniel Becker; e a fundadora da CriaCidade, Nayana Brettas.

Já na segunda mesa serão discutidas formas de pensar a criança na cidade. Para isso, o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IABsp), José Armênio Brito, irá se reunir com Beatriz Cardoso, do Laboratório de Educação, e com representantes da SP Urbanismo, empresa pública da Prefeitura de São Paulo.

A reunião acontece no dia 26 de outubro, das 9h30 às 16h30, na Câmara Municipal de São Paulo, Bela Vista.

Um Norte para a Primeira Infância

22/10, na UEA, em Manaus.

Prover os cuidados necessários para o desenvolvimento saudável de uma criança pequena é sempre complexo, mas quando falamos de regiões menos favorecidas, com baixa densidade populacional e com obstáculos naturais quase intransponíveis, trata-se de um grande desafio. Essa é a realidade da região Norte do Brasil, com territórios imensos, cobertos por florestas e rios, e uma população que está quase sempre longe dos serviços básicos.

http://idis.org.br/um-norte-para-a-primeira-infancia/

A Visão de Diversos Atores sobre a Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes

15 de Outubro, das 14h às 16h
Instituto Sedes Sapientiae: Rua Ministro Godoi, 1484 – Perdizes

Protagonismo Juvenil:
• Apresentação do Projeto Musical Pró-Morato.

Palestrantes Convidados:
• Dra. Adriana Friedmann – Doutora em Antropologia, Mestre em Educação e Pedagoga. Especialista, palestrante e consultora nas temáticas da infância e do brincar. Criadora e coordenadora do Mapa da Infância Brasileira www.mapadainfanciabrasileira.com.br e do NEPSID – www.nepsid.com.br – (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento). Coordenadora e docente de cursos de Pós Graduação. Autora de vários livros na área, dentre eles, “Linguagens e culturas infantis”, “O desenvolvimento da criança através do brincar” e “A arte de brincar”.
• Christiane Sanches – Psicóloga pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela UPM. Formação em Psicanálise da Criança pelo Instituto Sedes Sapientiae. Especialista em Psicologia Hospitalar pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Membro e Docente do Centro de Referência às Vítimas de Violência – Instituto Sedes Sapientiae. Docente de cursos de Graduação e Pós-graduação. Psicóloga Judiciária do Tribunal de Justiça de São Paulo. Membro do Departamento de Psicanálise da Criança/Grupo Acesso – Instituto Sedes Sapientiae. Psicóloga Clínica, supervisora e coordenadora de grupo de estudos. Co-autora do Livro: “A Violação de Direitos de Crianças e Adolescentes: perspectivas de enfrentamento”.
• Dr. Jefferson Drezett – Doutor em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC. Diretor do Núcleo de Programas Especiais – Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Hospital Pérola Byington. Editor Científico da Revista Reprodução & Climatério, Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Membro do Conselho Consultivo da Fundação Abrinq – Save The Children.
 
Coordenação do Fórum:
• Dalka Chaves de Almeida Ferrari
Coordenadora Geral e da Área de Parcerias do CNRVV.
Membro da Diretoria do Instituto Sedes Sapientiae.

Cinedebate Infância, gênero, consumo e violência

5/10: CineDebate Infância, Gênero, Consumo e Violência.

Exibição do filme Sonhos Roubados, de Sandra Werneck

Debate com:

+ Eliane Trindade, jornalista e autora do livro que inspirou o filme
+ Ana Olmos, psicanalista especialista em crianças e adolescentes
+ Jailson de Souza e Silva, fundador do Observatório de Favelas

Mediação da jornalista Maria Carolina Trevisan, especialista na cobertura de direitos humanos, repórter da rede Jornalistas Livres e Jornalista Amiga da Criança

Inscrições: http://goo.gl/forms/LzCu5JTQ1y

‘Ora direis ouvir crianças!’ Olhares sensíveis para as infâncias

E lá se vai mais um Dia das Crianças.
E o que fica?
Fica um ‘entre-lugar’.
Um espaço de tempo entre as comemorações e a volta para o cotidiano.
Algo diferente aconteceu neste dia.
Tanto para as crianças quanto para nós adultos.
Ficam as emoções, as sensações e as percepções.
Alegrias, agitação, descobertas.
Mas muitas vezes frustrações, tristezas, melancolias…
Tanto para as crianças quanto para os pais, cuidadores, artistas, tios, avós, para todos nós.

Faço um convite para que olhemos para este ‘entre-lugar’ e nos permitamos ficar em contato com nossas emoções.
Acredite que as emoções, sentimentos e percepções são a ‘bússola’ que poderá guiá-lo daqui em diante para não perder de vista o que de verdade importa quando falamos, pensamos e fazemos ou inventamos para e pelas crianças. Aquilo que realmente nos toca, nos comove, nos emociona, nos arrepia; aquilo que precisamos para nos guiar pelos universos das crianças e de suas infâncias.

O que realmente importa
As lembranças do fundo do baú

Lembra daquela coleção de figurinhas, guardanapos, tampinhas, a alegria daqueles tesouros? E depois quando ia para a rua e trocava com seus amigos. A alegria de conseguir aquela mais rara ou difícil. Ou a frustração de não conseguir…

Lembra quando você brincava escondido dos seus pais que pensavam que você já estava dormindo? Frio na barriga, esperteza, ouvidos atentos, segredos…

Lembra da sua mãe ou avó preparando aquele mousse de chocolate e você, atraído pelo cheiro, enfiando o dedo e se deliciando?

Lembra daquela sensação de prazer-arrepio-medo quando você balançava muito alto, ou escorregava no papelão descendo pela duna ou por aquela montanha?

Lembra das confidências com seu amigo invisível? E como você tentava explicar para os seus pais que era seu melhor amigo?

Lembra de sentir-se apaixonado por aquele moleque ou aquela menina? E morrer de vergonha de falar com ele(a)? E sentir-se eternamente emocionado com esta lembrança?

Lembra da sensação de liberdade quando saía correndo com seu cachorro pelo mato ou pela praia? E a cumplicidade que tinha com ele? O carinho e fidelidade que recebia dele e o afeto que partilhavam? Você cuidava mas também fazia maldades…

Lembra quando flutuava na água do lago, do mar ou da banheira, sentindo aquela sensação de leveza, ficando à toa? E de repente alguém chegava e ‘interrompia’ seu ‘sonho’?

Quais suas lembranças de infância?
Pare neste ‘entre-lugar’ e lembre, traga de volta suas emoções…

As pérolas-crianças

Sabe aquela emoção que sobe na gente quando uma criança faz um comentário, ou conta um segredo, ou chora de tristeza?

Sabe aquele olhar profundo que a criança tem e do qual muitas vezes nos desviamos? Porque ali há algo tão verdadeiro que muitas vezes não conseguimos confrontar!

Sabe aquela brincadeira que ela está brincando e a gente, adulto, tem vontade de brincar junto?

Sabe aquela música de infância que toca e a gente relembra cantando e se emociona porque já a cantou também?

Sabe aquela criança se lambuzando na areia, mergulhando na água, construindo castelos e depois pisando, pulando e começando tudo de novo? Vontade e impulso de sentar com ela junto. Ou mergulhar o pé, a perna, o corpo todo na areia úmida? E depois correr e mergulhar na água fria gritando de prazer?

Sabe aquela alegria, surpresa que a criança tem quando descobre que conseguiu, seja lá o que for?

Sabe a criança lá embaixo das cobertas e você entrando devagarinho com seus dedos fazendo cócegas e rindo junto com ela, até arrancar lágrimas e gritos e beijos e abraços?

Sabe quando você vai chegando devagarinho e pelos olhares das crianças você percebe que eles estão aprontando alguma, e você finge que não sabe?

Sabe
aqueles olhos cheios d’agua da criança quando apanha? E a gente se segura para manter-se firme e não chorar mais do que ela?

Sabe
aquele medo que dá quando a criança está tentando aprender a andar de bicicleta? E ela cai, machuca e chora e dói na gente também? Mas esta não é mais do que uma das primeiras e tantas feridas que a vida nos prepara!

Sabe aquele cheiro de tintas com que a criança está pintando-experimentando e a saudade de quando você tinha essa liberdade?

Sabe
quando a criança está construindo ‘sua cidade’ ou ‘sua casinha’ deitada no chão, criando, imaginando e narrando? E você deita junto maravilhado com esse mundo desconhecido?

Você sabe, consegue ‘olhar’ para as emoções das suas crianças?
Pare neste ‘entre-lugar’ e escute desde o seu coração estas emoções…

Dizer crianças, tocar infâncias

Ou a simplicidade de se reconectar.

Onde se originam os olhares sensíveis e mais genuínos para as crianças e suas infâncias?
Das nossas lembranças, das nossas sensações e emoções. Das nossas infâncias e das crianças com quem temos o privilégio de estar aqui e agora.
Essas emoções são as bússolas para a gente não se perder nos labirintos que vivemos de tanto estímulo e informação.
Nos caminhos das infâncias atuais, há muitas armadilhas e perigos que, muitas vezes, nos desviam nesses labirintos que são hoje os universos das crianças. E quantas vezes nos perdemos da nossa essência, daquilo que lá atrás foi nossa inspiração. E a partir do momento em que nos perdemos, deixamos de ter olhos e ouvidos para a essência das crianças com quem convivemos.
É disso que se trata: pensar crianças, estudar crianças, voltar-se, fazer e estar com e para elas; olhar para elas com o olhar sensível do coração.

O grande desafio é trazer essas sensações para o nosso corpo, para o nosso coração: trazer e sentir nossas verdades, aquilo que a gente faz, gosta e sabe fazer.
A gente se deter nesses ‘entre-lugares’, nas sensações e emoções das nossas lembranças e das que as crianças nos deixam cotidianamente.
E resgatar espaços de SER.

E contar, dialogar, inspirar

Como é importante poder compartilhar verdades e sonhos!

O MIB abre este espaço para que tantas pessoas, como você, conectadas com suas verdades, com seu coração, com aquilo que lá no início as motivou, as inspirou a criar e a propor alguma iniciativa para as crianças; divida, conte, compartilhe a sua experiência.
O MIB abre esta plataforma para dar voz a todos aqueles que fazem – pequenas ou grandes ações, não importa – mas que fazem pelas crianças a partir do que sabem, do que os toca, do que os mobiliza. E por isso com tanto envolvimento e verdade.

Venha inspirar-se e nos inspirar!